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CIMSS/UW

Quase um mês depois do devastador furacão Ida, que atingiu a costa da Louisiana como uma tempestade categoria 4 e depois causou dezenas de mortes por inundações no Nordeste dos Estados Unidos como uma tormenta pós-tropical, o Atlântico Norte voltou a ter um furacão categoria 4 durante o fim de semana.

Ao contrário de Ida, o furacão Sam está em mar aberto e não representa uma ameaça para a área continental dos Estados Unidos. Ao atingir categoria 4, Sam se tornou uma tempestade muito simétrica e proporcionou incríveis imagens de satélite.

Sam teve vento sustentado no fim de semana de 233 km/h, o que fez com que se transformasse no segundo furacão mais intenso da temporada do Atlântico Norte, somente atrás de Ida que registrou vento máximo sustentado de 241 km/h. O furacão Sam começou a enfraquecer na noite do domingo ao passar por um ciclo de reciclagem da parede do olho (eywall replacement cycle) e ao encontrar ar mais seco.

Na manhã desta segunda-feira, Sam foi rebaixado a um furacão categoria 3 pelo Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos, mas continua sendo um grande furacão, embora tenha sofrido algumas mudanças estruturais. A previsão é que passe sem causar danos ao Norte das Ilhas Leeward no meio desta semana, mas poderia afetar as Bermudas no próximo fim de semana. Os residentes da costa atlântica do Canadá também estão atentos para possíveis impactos no início da próxima semana. As flutuações de força devem seguir nos próximos dias, mas Sam deve permanecer como um intenso furacão pelo menos até quinta-feira à noite.

A NOAA realizou alguns voos de reconhecimento no interior do furacão para coletar dados meteorológicos no olho de Sam como vento e pressão atmosférica. Nas missões de reconhecimento do final de semana, os pilotos da Força Aérea dos Estados Unidos e os meteorologistas a bordo acabaram registrando imagens incríveis da estrutura da tempestade.

Pesquisadores da NOAA usaram os radares da fuselagem inferior e doppler da cauda na aeronave NOAA WP-3D Orion Kermit para ver a estrutura horizontal e vertical do Furacão Sam durante o voo de reconhecimento do domingo | HRD/NHC/NOAA

Pesquisadores da NOAA usaram os radares da fuselagem inferior e doppler da cauda na aeronave NOAA WP-3D Orion Kermit para ver a estrutura horizontal e vertical do Furacão Sam durante o voo de reconhecimento do domingo | HRD/NHC/NOAA

A explosão de intensidade de Sam no fim de semana foi auxiliada por seu pequeno tamanho, um aspecto que permite que os furacões se intensifiquem e enfraqueçam rapidamente.

Na manhã de domingo, os ventos com força de furacão de Sam se estendiam por apenas 40 a 50 milhas de seu centro, e ventos com força de tempestade tropical estavam confinados a um raio de 150 quilômetros. Sua taxa de intensificação foi a mais alta já registrada mais a Leste do Atlântico.


Embora a maioria dos grandes furacões sofra uma rápida intensificação em algum ponto de seus ciclos de vida, a frequência desse fortalecimento tem aumentado, e os estudos relacionaram o aumento às mudanças climáticas causadas pelo homem. Seis dos setes furacões deste ano no Atlântico passaram por rápido processo de intensificação, o que se define como um aumento do vento em 56 km/h em 24 horas.

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Somente a tempestade Henri ficou de fora da lista. Passaram por rápida intensificação em 2021 os furacões Sam em 25 de setembro, Nicholas em 14 de setembro, Larry em 4 de setembro, Ida em 29 de agosto, Grace em 21 de agosto e Elsa em 2 de julho.

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