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Chuva no Rio de Janeiro prossegue nesta reta final de feriadão depois de um outubro em que quase todos os dias do mês houve registro de precipitação na capital fluminense para o espanto e indignação de muitos cariocas | ANTONIO SCORZA/AFP/METSUL METEOROLOGIA

Chuva no Rio de Janeiro. Os cariocas não aguentam mais. As redes sociais têm sido “inundadas” de reclamações dos cariocas sobre o tempo fechado, chuvoso e mais frio em uma época em que o sol deveria ser mais frequente assim como o calor. As queixas sobre o tempo chuvoso no Rio, das mais criativas, são de que parece que nunca mais vai parar de chover.

A reclamação dos cariocas faz todo o sentido. O mês de novembro começou chuvoso depois de um outubro que foi de precipitação acima da média na cidade do Rio de Janeiro. Conforme os dados do Alerta Rio, o sistema de monitoramento da Prefeitura, a chuva em outubro foi de 151,4 mm ou mais de 70% acima da média da série histórica do serviço municipal que se iniciou em 1997.

Foram nada menos que 26 dias com registro de precipitação em outubro, ou seja, quase o mês inteiro foi marcado pela instabilidade atmosférica. A estação meteorológica do Alerta Rio no Alto da Boa Vista foi a que registrou o maior acumulado mensal em outubro com 310,2 mm, marca muito superior a outros pontos da cidade.

Por que tanta chuva?

O fato de a estação ter sido a mais chuvosa no último mês revela a causa do outubro chuvoso. Dentre as estações do Alerta Rio, a do Alto da Boa Vista é que a melhor reflete chuva orográfica ou associada ao relevo. Ocorre quando a umidade que vem do oceano encontra os morros da Serra do Mar, ascende na atmosfera com a barreira do relevo e se condensa, o que tem por efeito chuva sobre as elevações e áreas próximas.

O maior aporte de umidade do oceano para o continente em relação ao que é normal causou o outubro chuvoso. Houve maior frequência de massas de ar frio avançando pelo Atlântico Sul com sistemas de alta pressão e a circulação de umidade destas áreas de alta pressão acabou por gerar maior fluxo de vapor d´água para costa do Sudeste e, por efeito, mais chuva no Rio de Janeiro.

Com a atuação do fenômeno La Niña no Oceano Pacífico, a tendência é uma maior frequência de incursões de massas de ar frio de trajetória marítima pela costa do Sul do Brasil e o reflexo se dá na maior frequência de chuva na maior parte da Região Sudeste. É a mesma dinâmica que explica o porquê de em alguns períodos ter chovido, por exemplo, muito mais no Leste de Santa Catarina que em outras áreas do estado catarinense.

Quando para de chover no Rio de Janeiro

Há uma luz de sol no fim do túnel, mas, por enquanto, segue a chuva. O tempo segue instável com muitas nuvens e períodos de chuva neste feriado na cidade do Rio de Janeiro em mais um dia sem praia. Amanhã, a capital fluminense deve ter ainda abundante nebulosidade e segue a chance de chuva passageira, mas já podem ocorrer aberturas.

Tempo mais firme com o sol aparecendo acompanhado de nuvens é esperado de quinta-feira em diante por conta da mudança no perfil da massa de ar. A cidade do Rio deixará de receber a influência de ar mais frio que traz umidade do oceano e passará a ter o aporte de ar mais quente vindo de Oeste, o que não apenas garantirá a melhora do tempo com garantirá a volta do calor à tarde, apesar de não intenso. No sábado, pelo aquecimento, não se descarta chuva isolada e passageira, mas o sol aparece.


Só que a trégua da chuva vai durar pouco. Uma frente fria deve ingressar no Rio de Janeiro no domingo com aumento de nebulosidade no decorrer do dia e vai trazer chuva, especialmente da tarde para a noite. O domingo pode ainda começar com condições aproveitáveis.

A frente vai manter o tempo instável com muitas nuvens e provável chuva ainda na segunda-feira. No restante da próxima semana, o tempo vai alternar sol e nuvens com períodos de céu nublado a encoberto com chuva passageira. A influência de ar mais frio no oceano deixará a temperatura abaixo da média para esta época do ano na semana que vem.

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