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ADRYEL PABST/PREFEITURA DE GARUVA

Imagens aéreas mostram cenário assustador no local do grande deslizamento de terra na BR-273, em Guaratuba, no Paraná. As fotos aéreas, realizadas a partir de drones, mostram como um caminhão ficou pendurado com o que restou da estrada enquanto outros caminhões e carros estão soterrados pela lama no barranco com apenas as rodas à mostra.

O Corpo de Bombeiros do Paraná confirmou na tarde desta terça-feira ter encontrado o corpo de uma segunda vítima do escorregamento da encosta. Conforme a corporação, a torrente de rochas, terra e lama arrastou 15 carros e seis caminhões no começo da noite da segunda-feira. A primeira morte foi confirmada pela Polícia Rodoviária Federal ainda pela manhã na manhã desta terça.


Foram dois deslizamentos no trecho da BR-376. O primeiro, muito menor, ocorreu em torno das 15h30 da segunda, quando a rodovia ficou interditada. O segundo, que fez vítimas, se deu quatro horas depois com o trânsito liberado apenas em meia pista. Foi quando os veículos foram levados pelo deslizamento maior.

Em coletiva, a Defesa Civil confirmou que a concessionária que administra a rodovia estava ciente dos riscos e que por isso realizava obra no local do desastre no momento em que o talude da encosta cedeu e parte do morro veio abaixo, levando os caminhões e os carros. A chuva era intensa no local no momento da tragédia. A região teve volumes de chuva perto de 200 mm apenas na segunda.


A Defesa Civil destacou que não tem como informar com precisão no momento o número exato de mortos e desaparecidos. O governo do Paraná montou um gabinete de crise com número de telefone para familiares informarem o desaparecimento. Bombeiros de Santa Catarina e do Paraná atuam no local do desastre.

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O enorme deslizamento de terra que atingiu a BR-376, no município de Guaratuba, perto da divisa com Santa Catarina, ocorreu durante a vigência de alerta de chuva extrema com risco extremo de queda de barreiras e desmoronamento de encostas em consequência das precipitações em índices excepcionais.

O desastre na rodovia que liga os estados de Santa Catarina e do Paraná, portanto, não foi uma tragédia que possa se dizer inesperada. Desde a semana passada a MetSul Meteorologia vinha advertindo que a região poderia receber acumulados de chuva tão extremos como 500 mm a 600 mm com algumas projeções por parte de modelos apontando até marcas de 600 mm a 700 mm em poucos dias.

A área do Nordeste de Santa Catarina de divisa com o Litoral Sul do Paraná e a serra adjacente era justamente a região para o qual os modelos numéricos de computador analisados pela MetSul, e cujos mapas foram reproduzidos em todos os alertas, apontavam os acumulados mais extremos de chuva.

CBMSC

DEFESA CIVIL DO PARANÁ

DEFESA CIVIL DO PARANÁ

Estações meteorológicas instaladas no Nordeste catarinense registravam no acumulado de 96 horas até 15h de ontem volumes de 511 mm na cidade de Schroeder, 493 mm em Pomerode,463 mm em Corupá, 400 mm em Joinville, 323 mm em Benedito Novo, 266 mm em Jaraguá do Sul e 250 mm em São Bento do Sul. Por sua vez, no lado paranaense, os totais de chuva no Sudeste do estado atingiam 100 mm a 200 mm em diversos pontos.

Não apenas os volumes de chuva extremamente altos foram determinantes para o deslizamento de grande dimensão com o morro vindo abaixo da rodovia federal. A persistência da chuva influenciou. São vários dias seguidos em que a região tem chuva. Choveu quase constantemente desde o fim de semana e a maioria dos dias teve chuva com volumes perto ou acima de 100 mm, saturando e instabilizando o solo.

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