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Ondas enormes Depoe Bay, estado do Oregon, Estados Unidos, no dia 24 de outubro, durante a atuação do ciclone bomba na região | NATHAN HOWARD/AFP/GETTY IMAGES NORTH AMERICA/METSUL METEOROLOGIA

O ciclone bomba que atingiu a costa do Oeste dos Estados Unidos no final de outubro trouxe não apenas chuva recorde, inundações e vento forte. Dados de monitoramento marítimo agora revelados mostram que o ciclone extratropical provocou ondas gigantescas na costa e, inclusive, recordes em alguns pontos de monitoramento.

Conforme apurou o Los Angeles Times, alturas de pico de ondas individuais de até 18 metros foram medidas de Washington à Califórnia, apontam dados divulgados por pesquisadores do Scripps Institution of Oceanography de San Diego.


A bóia nº 29, de Point Reyes, localizada a 40 quilômetros a Oeste de Point Reyes, registrou uma altura de onda significativa de 30,6 pés (9,32 metros) em 25 de outubro. É o segundo maior evento de onda nos 23 anos de registro de dados. Somente em dezembro de 2015, ano de El Niño, houve ondas maiores.

A altura significativa das ondas é calculada pela média da altura do maior terço das ondas durante um período de 30 minutos, de acordo com James Behrens, gerente de programa do Coastal Data Information Program (CDIP). Normalmente, algumas ondas individuais em uma determinada estação podem aumentar até o dobro desta média, e a bóia Point Reyes registrou uma altura de onda individual máxima de 50,5 pés (15,3 metros).

Ao Norte, a bóia nº 179, junto à cidade de Astoria, Oregon, registrou alturas de onda significativas de 35 pés (10,7 metros) com ondas individuais ligeiramente acima de 60 pés (18 metros). Isso estabeleceu um recorde para a estação, que entrou no ar em 2011. Mais tarde, conforme a tempestade enfraqueceu, a bóia No. 71, a Oeste de Point Conception, registrou uma altura de onda significativa de quase 30 pés (9,1 metros), com uma altura de onda individual máxima de 50 pés (15,2 metros).

O profundo sistema de baixa pressão que gerou essas ondas historicamente grandes e poderosas estava atuando junto à costa de Washington, no litoral Noroeste do Pacífico. Foi parte de uma série de tempestades e rios atmosféricos que atingiram a Costa Oeste dos Estados Unidos entre 19 a 24 de outubro.

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A tempestade que gerou as ondas imensas passou pelo que se chama de intensificação explosiva ou ciclogênese de bomba, o que significa que sua pressão central caiu pelo menos 24 hPa em 24 horas. Quanto menor a pressão atmosférica, mais intensa é a tempestade. Este foi o segundo ciclone bomba a se formar no setor Leste do Oceano Pacífico em poucos dias no fim de outubro.


Quando sua pressão central caiu para 942,5 milibares na manhã de domingo, 24 de outubro, estabeleceu um recorde de intensidade para um ciclone extratropical na costa Oeste dos Estados Unidos e foi equivalente a um furacão de categoria 4 fosse no Atlântico.

A escala Saffir-Simpson classifica os furacões com base na velocidade do vento e na pressão central, mas não é válida para ciclones extratropicais. À época, a tempestade estava a cerca de 600 quilômetros a Oeste de Aberdeen, estado de Washington, e seus ventos atingiram do Norte da Califórnia ao Noroeste do Pacífico e British Columbia, no Canadá.

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