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Imagens de satélite mostram a situação crítica do Rio Paraná. A União Européia divulgou imagens hoje do rio comparando a situação em julho de 2019 e julho de 2021 em que é notável o efeito da seca de dois anos sobre o manancial que é um dos mais importantes da América do Sul e crucial para o abastecimento de ágüe e energia elétrica de dezenas de milhões de pessoas na Argentina, Paraguai e Brasil.

Rio Paraná em julho de 2019 e em julho de 2021 com a grave seca | DEFIS/Comissão Europeia

O Rio Paraná, em Santa Fé, na Argentina, chegou nesta semana ao nível de apenas 0,25 metro e ficou perto da marca de 27 de junho do ano passado, quando o rio atingiu a sua menor marca desde a seca de 1970. Hoje, na capital da província argentina de Entre Rios, o Paraná estava com nível em -0,12 metro, ou seja, 12 centímetros abaixo do nível do mar. O valor médio do nível no mês de julho na localidade é de 3,10 metros.


A situação é descrita como “alarmante” pelos vários impactos econômicos e ambientais. O Instituto Nacional de Águas da Argentina divulgou um relatório em que aponta que “a atual perspectiva climática obriga a revisar permanentemente as projeções ante a possibilidade de se repetir as condições da seca de 1944, a maior baixa do Rio Paraná já registrada”.

Rio Paraná muito baixo na Argentina | Prefectura Naval

Em Rosário, em Santa Fé, depois de alcançar um pico de 1,10 metro no dia 8 de junho, o Rio Paraná no dia 27 baixou para -3 centímetro, logo três centímetros abaixo do nível do mar, o que não se observava desde setembro de 1970. O nível médio do Paraná em junho em Rosário foi de 41 centímetros, o menor para o mês desde 1996, e muito abaixo do nível médio histórico mensal de 2,44 metros.

Situação é crítica no Brasil

Dados obtidos pelo jornal O Estado de São Paulo junto ao Operador Nacional do Sistema e divulgados em reportagem mostram que o quadro do Rio Paraná hoje é crítico e tende a piorar com a temporada seca do inverno no Brasil Central, o que agrava o risco de que nos próximos meses possam ocorrer medidas mais extremas como racionamento de luz.


O cenário muito grave é observado em quase todas as barragens localizadas na Bacia do Rio Paraná que abastecem as regiões Sudeste e Centro-Oeste do Brasil.

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São dezenas de usinas espalhadas pela calha principal do Rio Paraná e pelos rios que compõem a sua bacia, como Paranaíba, Grande, Tietê, e Paranapanema. A Bacia do Paraná responde hoje por mais da metade da capacidade nacional de geração de energia do País.

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