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Com o planeta monitorado 24 horas por dia por satélites meteorológicos, era bem possível que ao menos um deles captasse o meteoro que explodiu no começo do dia de hoje sobre o espaço aéreo do Sul da Rússia, gerando uma onda de choque que danificou milhares de prédios em várias cidades com pelo menos mil pessoas feridas. O número de feridos em consequência do ingresso na atmosfera de um corpo celestial não tem precedentes na história moderna da humanidade. O impacto da onda gerada pelo meteoro foi tão intenso que chegou a ser registrado por sismógrafos do Serviço Geológico dos Estados Unidos.


A rede britânica BBC noticiou que a energia em kilotons liberada quando da explosão foi equivalente a de uma bomba nuclear. A agência espacial americana NASA informou pelo seu Twitter que o meteoro na Rússia foi o maior a alcançar a Terra desde o evento de Tunguska (Rússia – 1908) que devastou milhares de quilômetros quadrados. Ainda segunda a NASA, o meteoro de hoje tinha ao redor de 15 metros antes de ingressar na atmosfera, sendo maior que o da Indonésia de outubro de 2009 e um terço do tamanho do asteróide 2012 DA 14 que em instantes vai passar muito perto da Terra na maior aproximação de um asteróide em décadas. A chance de ocorrência do maior impacto na Terra de um meteoro ocorrer no mesmo dia da maior aproximação de asteróide em 15 anos, tal como se deu hoje, seria de 1 em 200 milhões. A NASA afirma que os dois eventos não estão relacionados. Veja as imagens de satélite do meteoro sobre o espaço aéreo da Rússia registradas pelo Meteosat.



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