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Imagine estar trafegando por uma rua de carro e, de repente, uma enorme faísca surge na sua frente, rasga o céu numa fração de segundo e atinge um poste de iluminação. Foi o que ocorreu ontem durante o forte temporal que castigou a cidade de Foz do Iguaçu, no Oeste do Paraná.

Pamela Freitas/Arquivo pessoal

O raio foi flagrado atingindo o poste de iluminação pública por Pamela Freitas, quando estava na Avenida das Cataratas, uma das principais vias do município paranaense. Não houve qualquer dano ou consequência para os motoristas que cruzavam pelo local no momento da descarga atmosférica.


A tempestade que atingiu a cidade de Foz do Iguaçu derrubou árvores, provocou queda de postes e causou cortes de energia elétrica. As rajadas de vento passaram dos 80 km/h. No lado argentino da região da Tríplice Fronteira, danos e queda de árvores ocorrem na localidade de Puerto Iguazu.

Os temporais causaram estragos em diversas regiões do Paraná e o vento intenso chegou a derrubar torres de linhas de transmissão, o que forçou a usina de Itaipu a realizar manobra de emergência para evitar o risco de apagão no Brasil e no Paraguai. Danos foram registrados em diversas cidades paranaenses com os maiores transtornos em Cascavel e Londrina.

Gaiola de Faraday

E se o raio, ao invés do poste, tivesse atingido um automóvel? As pessoas teriam escapado de qualquer lesão e muito possivelmente sequer teriam percebido a descarga. Raios muito raramente atingem automóveis, ainda mais em movimento. E, mesmo se atingirem, os ocupantes estão protegidos pelo que se denomina na Física de Gaiola de Faraday e não o isolamento por pneus de borracha, como muitos acreditam.

Em uma Gaiola de Faraday, o campo elétrico interno de um objeto é zero devido à natureza condutora da superfície, espalhando as cargas na parte exterior e anulando o campo na parte interna. Assim, no caso do carro a lataria do veículo é a superfície condutora responsável e o interior do carro tem seu campo elétrico anulado. Especialistas em engenharia elétrica dizem que o carro não se trata de uma gaiola perfeita, mas suficiente para oferecer proteção.


Diferentemente de carros que raramente são atingidos por raios, aviões costuma sofrer o impacto de raios. E, assim como os veículos de terra, os aéreos também possuem blindagem eletrostática pelo mesmo princípio. A superfície metálica do avião funciona de maneira que seu interior não possua nenhuma carga elétrica.

As estatísticas indicam que cada avião comercial é atingido por um raio uma vez a cada 3.000 horas de voo e uma vez por ano. O ELAT, Grupo de Eletricidade Atmosférica do INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), calcula que aviões comerciais são atingidos por relâmpagos uma vez por ano — e isso durante decolagem ou aterrissagem, quando estão em alturas abaixo de 5 quilômetros do solo.

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