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O Nordeste dos Estados Unidos ainda sofre com inundações em consequência da chuva extrema registrada na quarta-feira com a depressão tropical Ida. Perto de 50 pessoas morreram nos estados de Connecticut, Maryland, Nova York, Nova Jersey, Pensilvânia e Virgínia, a grande maioria em Nova York e Nova Jersey.

Muitas pessoas morreram afogadas dentro de seus apartamentos subterrâneos ou em rodovias e avenidas que se converteram em rios com a inundação repentina trazida pela chuva histórica e recorde com acumulados de até 100 mm por hora.


A empresa de monitoramento por satélite Maxar Technologies divulgou nesta sexta-feira (3) imagens de antes e depois de alguns dos locais mais atingidos pelas inundações no Nordeste dos Estados Unidos. Inicialmente, as imagens mostram como era e como ficou o TD Bank Ballpark, em Bridgewater, Nova Jersey, com a cheia do Rio Raritan.

Outro exemplo do impacto da inundação pode ser visto pela inundação de via expressa. Veja como era antes e como ficou a Memorial Parkway, localizada em New Brunswick, no estado de Nova Jersey.

A inundação foi maciça em algumas pequenas cidades do Nordeste dos Estados Unidos. Veja era e como está a cidade de Manville, no estado de Nova Jersey, com as enchentes trazidas por Ida.

Na cidade de Nova York, o mapeamento da chuva nos cinco boros da cidade mostrou 213 mm em Staten Island, 201 mm no Bronx, 191 em Manhattan, 196 mm no Queens e 170 mm no Brooklin. De acordo com cálculo feito pela rede de televisão norte-americana CNN, considerando uma média de 6,8 polegadas (173 mm) de chuva que caiu e a área, choveu na cidade de Nova York 132 bilhões de litros de água entre 19h de quarta e 0h de quinta-feira, o equivalente a 50 mil piscinas olímpicas em apenas cinco horas.

Os volumes foram excepcionalmente altos em curtos períodos. Com base na estação oficial do Central Park, a chuva em uma hora de 80 mm tem recorrência de 200 anos. O volume de 118,1 mm em duas horas recorrência de 500 anos. Os registros de 132,0 mm em três horas e de 173,2 mm em seis horas igualmente possuem recorrência estimada de 500 anos. O total de chuva na estação na quarta foi de 181,1 mm e o normal do mês é 109,4 mm.

Nova York tem dados desde 1869. A estação anotou semana passada seu recorde de chuva em apenas uma hora de 49,2 mm com a tempestade Henri e só uma semana após o recorde caiu com 80 mm de Ida. Os 118,1 mm da quarta em Nova York fizeram do 1/9/2021 o segundo dia mais chuvoso já registrado em setembro, só superado pelos 210,3 mm de 23/9/1882.


Nas últimas duas semanas, de 21 de agosto a 3 de setembro, o Central Park registrou 403,8 mm, superando os 386,8 mm de 11 a 24 de setembro de 1882 como a quinzena mais chuva da cidade já registrada desde o começo das medições em 1869.

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Muito perto da cidade de Nova York, a precipitação total da quarta-feira de 213,6 mm em Newark, Nova Jersey, foi a maior em qualquer dia do calendário nos registros da cidade que datam de 1843, de acordo com o historiador do clima Christopher Burt. De acordo com Burt, é o maior registro diário de qualquer uma das estações de referência da região de Nova York, superando os recordes diários de chuva das estações do Aeroporto de La Guardia (169,9 mm em 15/4/2007), do aeroporto Internacional John F. Kennedy (198,1 mm em 14/8/2011) e do Central Park (210,3 mm em 23/9/1882).

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