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O outono começa com um evento de El Niño, neste momento de fraca intensidade. Há algumas grandes semelhanças entre o cenário atual e o de 2015. Assim como em 2015, o El Niño deste ano teve início muito tardiamente, em pleno verão, quando o normal é que comece em meses de inverno e no máximo da primavera.

Além disso, as águas do Pacífico Equatorial estão cada vez mais quentes abaixo da superfície no que é descrito tecnicamente como uma Onda Kelvin. E, ainda, modelos indicam que essas águas mais quentes devem alcançar a superfície, intensificando o El Niño no decorrer deste outono.


Por isso, a possibilidade de um cenário semelhante ao de 2015 começa a ser debatido na comunidade meteorológica mundial, a despeito de no momento não ser possível ainda se afirmar que haverá algo semelhante ao que se deu quatro anos atrás.

Recordando que o Pacífico esquentou demais no final do outono e durante o inverno em 2015, o que fez do episódio do El Niño de 2015/2016 um dos mais intensos da história, um Super El Niño, com análogos nos últimos cem anos somente em 1941, 1982/1983 e 1997/1998.


Os reflexos foram mundiais e aqui no Rio Grande do Sul as conseqüências se deram na forma de chuva muito acima da média entre o inverno de 2015 e o outono de 2016 com grandes enchentes. Foi quando Porto Alegre teve sucessivas e históricas cheias do Lago Guaíba.

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