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Um incêndio em vegetação de grandes proporções assustava a população da cidade de Uberlândia, no Triângulo Mineiro, na noite desta quinta-feira (9). O fogo é registrado em uma área de preservação natural e em propriedades nas imediações MGC-455. As enormes labaredas iluminavam o céu da cidade, especialmente em bairros mais ao Sul de Uberlândia.

DMAE Uberlândia/Divulgação

O Corpo de Bombeiros local informa que combate as chamas com auxílio de voluntários e produtores rurais. As chamas também alcançam uma área de mata densa e uma plantação de eucaliptos também foi atingida.


O fogo até foi controlado mais cedo pelos bombeiros, mas novos focos surgiram durante o dia e rapidamente se espalharam com o tempo muito seco, o vento e o calor, além da vegetação muito seca na região que vive a temporada seca de inverno que teve chuva muito escassa neste ano.

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O clarão gerado pelos incêndios na área de Uberlândia pode ser visto a muitos quilômetros de distância nesta noite no Triângulo Mineiro. A temperatura na tarde de hoje na cidade chegou a 34,5ºC e a umidade baixou a 21% na estação do Instituto Nacional de Meteorologia no campus Santa Mônica da UFU.

Chuva preta

O município mineiro de São Sebastião do Paraíso, na divisa com o estado de São Paulo, teve registro de chuva preta nesta quinta-feira. O céu escureceu muito e a água se precipitou escura e com odor de fuligem na localidade. Pisos, água em balde e piscinas ficaram escuros com a chuva.

A chuva tem o efeito de “limpar” a atmosfera, o que explica a qualidade do ar em uma cidade poluída melhorar muito após o registro de chuva. O material particulado em suspensão na atmosfera, e no caso de queimadas é fuligem ou o chamado carbono negro (soot) oriundo de queima de biomassa, acabou se precipitando juntamente com a chuva.


Minas Gerais arde

O estado de Minas Gerais contabiliza apenas nos primeiros nove dias de setembro 1.441 focos de calor por queimadas. O número já está perto da média histórica do mês no estado mineiro de 3.301. Em agosto, Minas teve 1.941 focos de calor, mais que a média histórica mensal de 1.567 no pior agosto de fogo desde 2011, logo em uma década.

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Uma área quase equivalente ao tamanho de Portugal, país europeu de 92 mil quilômetros quadrados, já ardeu em Minas Gerais devido a incêndios florestais e queimadas no Cerrado, Mata Atlântica e Caatinga em três décadas e meia. Foram 90.659 quilômetros quadrados transformados em cinzas, ou 15,4% dos 586.528 quilômetros quadrados do estado entre os anos de 1985 e 2020.

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