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Rio Ibirapuitã atingiu cota de inundação e pessoas foram removidas de casas | Alegrete Tudo

O Rio Grande do Sul registra cheias de rios e enchentes em algumas regiões enquanto a maior parte do Brasil espera desesperadamente por chuva em grandes volumes que possa aliviar a seca histórica e impedir o cenário cada vez mais provável de cortes de energia ainda neste ano em razão da pior crise hídrica em 91anos que atinge bacias importantes do Brasil como a do Rio Paraná e ameaça o país com apagão.

Como a MetSul previa, a chuva extrema em parte do território gaúcho na primeira metade desta semana traria fortes alta dos níveis dos rios e cheias em alguns, especialmente em bacias do Centro, do Oeste e do Sul do Estado. Em Alegrete, por exemplo, a chuva chegou a 250 mm ou quase dois meses de precipitação em menos de três dias de instabilidade. A chuva foi consequência de uma frente fria e depois da passagem de uma frente fria pelo Rio Grande do Sul.


Com a chuva muito volumosa que se abateu do Centro para o Oeste do Estado, os rios da região subiram. Hoje, o nível do Rio Ibirapuitã estava mais de 9 metros acima do normal e ainda subia em Alegrete, o que determinou a remoção de algumas famílias de áreas ribeirinhas no município do Oeste do Estado. O Caí também apresentou forte alta e o Rio Santa Maria exige atenção nos próximos dias.

O maior risco em se tratando de cheia de rio é que haja eventos em sequência de chuva volumosa porque a cada episódio os níveis dos rios estarão mais altos. O Rio Grande do Sul teve um episódio de chuva volumosa no fim de agosto, outro na primeira metade desta semana e os dados indicam que na semana que vem poderia ter um terceiro evento de chuva com elevados volumes que encontraria os rios com níveis altos e poderia gerar mais problemas de inundações em zonas ribeirinhas.


No restante do Brasil, a situação é diferente. Para os próximos dez dias os volumes de chuva devem ser baixos e em muitos locais sequer vai chover no Centro do país. As precipitações começam gradualmente a aumentar, porém serão muito irregulares na distribuição e com acumulados muito abaixo das necessidades hídricas. Deve chover em diversos pontos do Centro-Oeste e do Sudeste, mas não em todas as localidades das duas regiões.

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A exceção pode ficar com o Paranã que pode ter chuva com volumes mais altos na próxima semana, o que beneficiaria a bacia do Rio Iguaçu e Itaipu, apesar dos volumes previstos ficarem muito abaixo do necessário. Os paranaenses enfrentam um longo período de déficit hídrica que, inclusive, traz racionamento de água em algumas cidades, como a capital Curitiba.

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