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A tempestade tropical Julia, que se formou ao longo da costa Norte da Venezuela no final da manhã de ontem deve se intensificar e se transformar em um furacão com chuva torrenciais e perigosas para grande parte da América Central e do Sudeste do México. A previsão é que Julia chegue à Nicarágua na manhã deste domingo.


Com Júlia, a temporada de furacões que começou em 1º de junho tem agora 10 tempestades nomeadas, quatro furacões e dois grandes furacões, com um índice de energia de ciclone acumulado (ACE) de 78% da média para a data.

As médias de 1991-2020 para 7 de outubro, data de formação de Júlia, são 11,6 tempestades nomeadas, 5,6 furacões e 2,5 furacões intensos. Assim, apesar da atuação catastrófica de Ian, o Atlântico como um todo ainda está tendo uma temporada um pouco menos ativa do que o normal.


Julia se formou em um local incomum para um ciclone tropical: muito perto da costa da Venezuela. Quando era uma depressão tropical, Julia passou por duas penínsulas da Venezuela, Paraguaná e Guajira, que se projetam para o Norte no Caribe.

Apenas um outro ciclone tropical nos registros da NOAA chegou tão ao Sul na Venezuela: a tempestade tropical Bret (1993), que se moveu pelo interior do Norte da Venezuela e produziu inundações devastadoras, matando mais de 200 pessoas.

A principal ameaça de Julia é chuva e não tanto o vento. São esperados volumes de até 300 mm ou mais em muitas áreas da América Central e do Sudeste do México a partir deste sábado. Grande parte da América Central, incluindo a parte Leste da Nicarágua, onde as chuvas mais fortes de Julia cairão, teve clima seco nos últimos três meses, recebendo chuvas de 50% a 80% da média.

No entanto, a chegada de fortes chuvas no Noroeste de Honduras não será bem-vinda: a região está enfrentando inundações como resultado das fortes chuvas na última semana de setembro. A inundação no rio Ulúa, no Vale do Sula, matou 12 pessoas e levou à evacuação de 16 mil pessoas. Solos saturados na região levarão a mais inundações.

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