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Senado dos Estados Unidos aprovou neste domingo o tão esperado plano do governo Biden para enfrentar a crise do clima | REPRODUÇÃO

Foram 18 meses de negociações, mas, finalmente, o Senado dos Estados Unidos aprovou neste domingo o ambicioso plano do presidente norte-americano Joe Biden para o clima. Trata-se de uma vitória política para o mandatário da Casa Branca a menos de cem dias das eleições de meio de mandato, marcadas para novembro.

Apenas com votos favoráveis dos senadores democratas, a votação foi 50 a 50 no Sendo com o voto de desempate da presidente da casa, a vice-presidente dos Estados Unidos Kamala Harris que pela Constituição tem o direito de desempate. O plano de 430 bilhões de dólares retornará agora à Câmara dos Representantes para uma votação final e depois será sancionado por Biden.


Biden comemorou a decisão do Senado e reconheceu que nem todos estão felizes com o resultado final. “Isso exigiu muito compromisso”, disse em um comunicado. “A Câmara dos Representantes deve aprová-lo o mais rápido possível e estou ansioso para transformá-lo em lei”, acrescentou.

“Demorou, mas o Senado finalmente avançou numa legislação climática transformadora. Obrigado aos senadores Schumer e Manchin e a todos os senadores que lutaram para garantir que a ação climática fosse uma prioridade neste projeto de lei. Agora para a Câmara e para a mesa do Presidente”, escreveu o ex-vice-presidente e ativista do clima Al Gore.


Produto de difíceis compromissos com a resistência de ala dos democratas, a iniciativa, apelidada de “Lei de Redução da Inflação”, inclui 370 bilhões de dólares para reduzir as emissões de gases de efeito estufa em 40% antes de 2030. Com essa reforma, cada americano receberá até 7.500 dólares em créditos fiscais para a compra de um carro elétrico. A instalação de painéis solares nos telhados será reembolsada em 30%.

A reforma possibilitaria fortalecer a resistência das florestas diante dos violentos incêndios que assolam o Oeste do país, cuja multiplicação tem sido atribuída diretamente ao aquecimento global. Vários bilhões de dólares em créditos tributários também serão oferecidos às indústrias mais poluidoras para ajudá-las em sua transição energética, medida fortemente criticada pela esquerda do partido.

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