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Vem muita chuva nos próximos dias para parte de uma região que é conhecida como a caixa d´água do Brasil e estratégica para a geração de energia no país.

Dados analisados pela MetSul indicam altos acumulados de precipitação para uma região que compreende a bacia do Rio Paraná no subsistema Sudeste e Centro-Oeste, incluindo parte da bacia do Rio Paranaíba que é uma das mais importantes do subsistema.


A semana que começa será marcada por um grande contraste no regime de chuva em relação à última que foi marcada por tempo seco e calor excessivo na área que tende a registrar os mais altos acumulados de precipitação nos próximos dias. São os casos do Norte do estado de São Paulo, Sul de Goiás e parte de Minas Gerais, especialmente o Triângulo Mineiro.

As projeções de chuvas para os próximos sete dias nestas áreas indicam volumes entre 100 mm a 150 mm, podendo atingir até 200 mm ou mais em pontos isolados. É o que indica, por exemplo, o modelo meteorológico alemão Icon, disponível ao assinante na seção de mapas do site.

A chuva que está vindo não é apenas muito bem-vinda pela crise energética assim como pelos baixos volumes registrados na primeira semana de novembro. Os maiores acumulados de chuva nos primeiros sete dias deste mês nestas áreas foram de 28,4mm na cidade de São Simão, no Sul do estado de Goiás, e de 41,8mm na cidade mineira de Ituiutaba, segundo as estações automáticas do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET).

No Norte do estado de São Paulo, onde a primeira semana do mês foi marcada por muito calor e quase nada de chuva, a chuva promete agora vir com força.

Somente nesta semana o volume de precipitação pode atingir e até ultrapassar a normal climatológica do período entre 1981 a 2010 para o mês de novembro em alguns municípios da região que têm valores médios históricos para o mês de 150 mm a 175 mm.

Os volumes desta semana podem representar, portanto um relativo alívio para reservatórios de usinas da região, a despeito de não resolver o déficit enorme de precipitação do sistema elétrico nacional. A maioria dos reservatórios das usinas ao longo deste ano ficaram com o volume útil abaixo dos 25%.


Agora, o subsistema do Sudeste e Centro-Oeste está com volume útil médio de 18,66%.  Na bacia do Paranaíba, a principal do subsistema, o reservatório em melhor situação que é o de Ilha Solteira está apenas com 13,46% do volume útil.

Na bacia do Rio Grande, outra que tem uma participação muito alta no subsistema, Furnas está com apenas 20,53%. A melhor situação se encontra na bacia do Tietê, onde Billings tem 60,72%, mas é uma usina com pequena contribuição para a geração.

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