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Um mês em dois tempos. A primeira metade de julho foi marcada por chuva muito acima da média na Metade Norte do Rio Grande do Sul, o que trouxe enchentes e de grandes proporções. 

O Rio Taquari alcançou o terceiro maior nível observado desde o século 19 e l Guaíba em Porto Alegre atingiu uma das maiores cotas desde a enchente de 1941. Em algumas cidades da Metade Norte gaúcha choveu 400 mm apenas na primeira metade deste mês de julho.


A primeira quinzena do mês também foi marcada por temperatura muito abaixo da média histórica com mínimas e máximas inferiores às normais do mês. O Rio Grande do Sul teve -6,1°C e Santa Catarina -10,0°C no amanhecer do dia 15. A temperatura baixou a -0,2°c na Grande Porto Alegre no mesmo amanhecer.


A realidade da segunda metade do mês será muito diferente. Até o final de julho é esperado o predomínio de dias mais quentes do que a média, alguns com temperatura muitíssimo acima da média do mês. 

O tempo quente será proporcionado por um bloqueio atmosférico que fará com que o ar seco e quente do Brasil Central, típico desta época do ano, desça para o Sul do Brasil. 

Está mesmo padrão atmosférico resultará em acentuada diminuição da chuva com muitos dias de sol e escassos de chuva, o que fará com que a segunda metade de julho tenha chuva muito abaixo do normal para o período. A instabilidade ficará retida no Prata, onde a chuva ficará muito acima do normal com risco de precipitações excessivas. 

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