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Um tornado foi registrado ontem no litoral do Paraná. O fenômeno foi observado no balneário de Riviera, em Matinhos, mas não deixou vítimas ou danos. Inicialmente, o funil alcançou a superfície sobre o mar, como uma tromba d’água (tornado sobre massa de água), mas, na sequência, avançou para a beira da praia e a avenida beira-mar, como um tornado de baixa intensidade (F0).

Este tipo de formação não é incomum no litoral do Sul do Brasil durante os meses mais quentes do verão. A própria localidade paranaense de Matinhos registrou outra tromba d’água junto à costa no mar no ano passado, no dia 20 de março.

Nos últimos dias se tem observado uma alta frequência de formações tornádicas no Sul do Brasil e países vizinhos. Nuvens funis foram fotografadas em províncias do Centro da Argentina, no Uruguai, no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina.

A tromba d’água de Matinhos não foi a única formação tornádica da região. Nesta semana, outra tromba foi observada sobre a Lagoa dos Patos, no Bojuru, no município de São José do Norte, no Sul gaúcho.

Ontem, um tornado de baixa potência foi registrado no interior do município de Camaquã, também no Sul do Rio Grande do Sul, e na costa da província de Buenos Aires, na Argentina, houve a formação de uma tromba d’água perto de Pinamar.

A esmagadora maioria das trombas d’água permanece no mar e não avança para terra. E, mesmo quando se deslocam para terra, as formações costumam ser de baixa potência e trazem pouco danos ou nenhum, rapidamente se dissipando, uma vez que o ingrediente principal para a sua formação está no contraste de temperatura da água e de camadas superiores da atmosfera de onde se originam os funis.

Com uma baixa pressão no Centro da Argentina e um cavado alongado junto ao litoral do Sul do Brasil, não se pode descartar novas ocorrências nas costas dos países do Prata e dos estados da parte meridional do Brasil.

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