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A tempestade subtropical Potira favorece episódios de chuva forte e volumosa no Sul e no Leste do estado de São, sobretudo em áreas costeiras e próximas da Serra do Mar.

Em razão da circulação ciclônica, vento carregado de umidade sopra do mar para o continente. Ao encontrar o relevo da Serra do Mar, o ar úmido ascende na atmosfera e se resfria, condensando-se. O resultado é chuva de natureza orográfica, logo associada ao relevo.


Os modelos numéricos oferecidos ao assinante pela MetSul indicam chuva ao longo do litoral paulista. Os volumes podem ser localmente elevados com marcas de 50 mm a 100 mm, isoladamente superiores. 

Ontem à noite, o Santos foi derrotado por 2 a 0 pelo Barcelona de Guayaquil, na Vila Belmiro, pelo primeiro jogo da fase de grupos da Copa Libertadores da América, sob intensa chuva durante parte da partida.

Chuva forte favorecida por Potira atingiu o litoral de São Paulo durante o jogo do Santos pela Libertadores | Santos/Divulgação

A chuva acumulada em pontos de Santos nas últimas 72 horas supera 100 mm. O mesmo se verificou em Bertioga. Em Iguape, o Instituto Nacional de Meteorologia registrou mais de 80 mm.

DIFERENTES CICLONES

Ciclones podem ser extratropicais (centro de baixa pressão com perfil frio), subtropical (centro da baixa pressão com características extratropicais e tropicais), e tropicais (centro de baixa pressão com perfil quente).

Os sistemas mais intensos costumam ser os tropicais, quando atingem o status de furacão, e os extratropicais que experimentam uma intensificação muito rápida (ciclogênese explosiva).

Diferentemente dos furacões em que o campo de vento é mais concentrado e se dá na parede do olho e ao redor, nos ciclones subtropicais – assim como nos ciclones extratropicais – o campo de vento é mais extenso e capaz de atingir áreas mais distantes do centro da área de baixa pressão.

Ciclones extratropicais são muito comuns em nossa região. Já os subtropicais e tropicais são anômalos ou atípicos.

POTIRA A SUDESTE DE SÃO PAULO 

A tempestade subtropical Potira se formou na terça-feira (20) na costa do Sudeste do Brasil. O ciclone subtropical no Oceano Atlântico se intensificou e passou da condição de depressão para tempestade ontem (21). O último ciclone atípico no litoral brasileiro tinha sido Oquira, na costa gaúcha em dezembro de 2020.

O ciclone atípico se formou em alto-mar, nas coordenadas 27°S e 43°W, sendo classificado inicialmente como depressão com ventos estimados por satélite entre 25 e 30 nós (45 a 55 km/h). 

Seu centro se encontrava a aproximadamente 300 milhas náuticas (555 km) a Leste da costa do estado de Santa Catarina e a 250 milhas náuticas (450 km) ao Sul da costa do estado do Rio de Janeiro. 

De acordo com o último aviso náutico da Marinha, são esperados ventos fortes nas proximidades do litoral dos estados de São Paulo e do Rio de Janeiro.

As rajadas podem atingir 102 km/h em alto mar, nos setores Sul e Oeste do ciclone, e 75 km/h junto à costa, durante todo o período de atuação do ciclone. 


Há previsão de mar grosso a muito grosso com alturas de ondas entre 3 e 7 metros em alto mar e possibilidade de ocorrência de ressaca na costa dos estados de São Paulo e do Rio Janeiro, com ondas entre 2,5 e 3,5 metros até o dia 23 pela manhã. 

A condição de tempo severo provocada por este sistema ocorrerá principalmente em alto mar, associada aos ventos intensos, mar agitado e chuva forte. 

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