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Ciclone ou anticlone? O que explica o vento e a instabilidade en parte do Rio Grande do Sul? 

O Leste do Rio Grande do Sul teve um feriado com vento, períodos de maior cobertura de nuvens e até chuva ou garoa em alguns pontos. 


O Litoral Norte chegou a ter chuva forte em alguns setores. Porto Alegre também teve precipitação, porém leve e bastante isolada.

Por que as nuvens, o vento e a chuva? 

A resposta está em dois sistemas atuando no Oceano Atlântico. Um ciclone e um anticiclone.

Na costa do Sudeste do Brasil, há um centro de baixa pressão com giro horário, de 1.008 hPa. É a tempestade subtropical Potira, logo um ciclone.

A Leste da Argentina atua um centro de alta pressão, com giro anti-horário, de 1.034 hPa. Assim, um anticiclone. 

Ciclone ao Norte e anticiclone ao Sul no Atlântico Sul | DECEA/FAB

A variação de pressão atmosférica entre os dois sistemas atmosféricos gerou o que se chama de uma “pista de vento” na direção do Rio Grande do Sul. 

E, com isso, o vento soprou de Leste por vezes com rajadas e nuvens avançaram do mar em direção ao continente com chuva localizada e passageira em alguns pontos.


Nesta quinta, a circulação marítima vai prosseguir e ainda pode ter chuva isolada e passageira em pontos próximos da costa e da Lagoa dos Patos, especialmente nas praias, mas em um menor número de locais que ontem. 

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Já o vento que sopra do quadrante Leste vai persistir, por vezes com rajadas, especialmente no começo do dia e novamente à noite.

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