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Chuva mais ampla e volumosa pelo Brasil. A estação seca definitivamente já ficou no passado em 2021. A chuva retornou e veio para ficar. Sob a influência de um padrão atmosférico que favorece mais frentes frias e incursões de ar frio na América do Sul, a chuva promete ficar muito acima da média neste mês em diversas áreas do Centro-Oeste e do Sudeste do Brasil com acumulados que normalmente se observam no pico da estação chuvosa já em outubro em algumas localidades destas regiões.


Inicialmente, o cenário de precipitação de curto prazo reflete esta tendência com acumulados elevados de chuva em parte da faixa central do Brasil. O mapa acima mostra a projeção para os próximos sete dias do modelo meteorológico alemão Icon. O modelo está disponível ao assinante na seção de mapas com quatro atualizações diárias. Observa-se, assim, a tendência de chover muito no período em parte do Centro-Oeste e do Sudeste.

O modelo aponta uma extensa área de chuva volumosa em que os registros de precipitação devem ficar acima dos 100 mm nos próximos sete dias que compreende partes do Mato Grosso do Sul, São Paulo e Minas Gerais. A simulação computadorizada projeta ainda marcas de 150 mm a 200 mm com acumulados superiores a 200 mm em alguns poucos pontos. A região de volumes excessivos ainda alcança parte do estado do Paraná.

O bom e o ruim de chover em excesso

Volumes tão altos de chuva e precipitações tão frequentes como as indicadas para os próximos dias devem prejudicar o plantio da safra de verão em diversas localidades, mas, por outro lado, representarão um significativo alívio em cidades que experimentam escassez hídrica e até rodízio de água, como nos casos do Paraná e do interior de São Paulo. Embora esteja muito longe de solucionar os enormes déficits de energia afluente, a chuva projetada deverá contribuir para aumentar os níveis de diversas represas nos subsistemas Sul e Centro-Oeste/Sudeste.

A chuva deverá vir com altos volumes nestas regiões com altos índices previstos em dois momentos. Inicialmente agora no feriadão e depois na segunda metade da semana. No primeiro momento, a chuva deve ser mais volumosa no Sudeste. No segundo, no Mato Grosso do Sul e parte do Paraná.

Os volumes indicados sugerem ainda que cairá água com maior frequência no estado de Goiás e atingirá mais pontos até a metade do mês. Portanto, Brasília e o Distrito Federal tendem a ingressar gradualmente no período do ano em que as pancadas se tornam mais corriqueiras.


No Mato Grosso, ao contrário, a chuva será bem menos expressiva que no Mato Grosso do Sul com precipitações mais irregulares e mal distribuídas, mas ainda assim fortes a intensas com temporais em pontos localizados pelo ar tropical quente e úmido.

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Chuva e vento no Sul

No Rio Grande do Sul, a chuva ocorre principalmente entre hoje e segunda-feira. Com efeito, neste sábado a instabilidade é maior em pontos do Noroeste e do Norte gaúcho. Os volumes serão altos em alguns municípios. Amanhã, a chuva atinge todas as regiões até o final do dia e pode ser isoladamente forte com risco de granizo. Na segunda, centro de baixa pressão traz vento forte e chuva para pontos do Sul e do Leste do estado gaúcho ao passo que nas demais regiões ingressa ar seco.

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