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Treinador do Grêmio sob forte chuva durante partida do clube gaúcho em Cuiabá, no Mato Grosso | Lucas Uebel/Grêmio

Quem viu o jogo do Grêmio na noite da quarta-feira (11) pela Copa do Brasil na Arena Pantanal, em Cuibá, contra a equipe do Cuiabá, no Mato Grosso, não deixou de notar a chuva por vezes forte que caía. Grande parte do jogo foi disputado sob chuva numa região que até alguns dias atrás enfrentava uma grande escassez de precipitações de meses, o que agravou demais as queimadas e atrasou o plantio de soja no estado do Mato Grosso.

Por que precisa chover bastante no Mato Grosso? A ocorrência de chuva, como se viu ontem durante a partida, é de enorme importância no momento na região para a reposição das reservas hídricas, uma vez que a disponibilidade de umidade no solo segue muito baixa, o que atrasou o plantio da safra de verão, e os rios ainda estão com seus níveis muito baixos, o que é relevante no caso do Pantanal. O mapa de umidade do solo abaixo, disponível ao assinante na seção de mapas, mostra como o Centro-Oeste tem pouca água no solo neste momento.


Dados da estação do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) em Cuiabá mostram que a chuva acumulada na cidade nos últimos 15 dias foi de 44 mm enquanto nos últimos 30 dias o acumulado foi de 103 mm, mas ainda assim abaixo do que é o normal para a época do ano. Em Corumbá, na região do Pantanal, a estação do órgão federal indicou apenas 15 mm nos últimos 15 dias, mas 118 mm nos últimos 30 dias.

Em outubro e novembro as precipitações aumentam rapidamente após a temporada seca do inverno e ocorrem temporais associados à convecção da tarde para a noite. É normal que ocorram eventos isolados de chuva muito intensa a torrencial que se formam devido às nuvens geradas pelo ar tropical quente e úmido.

A chuva se faz necessária ainda para reduzir o risco de incêndios em vegetação. Mesmo com o retorno da chuva algumas áreas da região do Pantanal voltaram a apresentar focos de fogo nos últimos dias. No estado do Mato Grosso, segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, o número de focos de calor em novembro até o dia 11 foi de 993, aproximando-se da média histórica do mês todo de 1.216. No bioma Pantanal, de acordo com o Inpe, foram 637 focos de calor somente nos primeiros 11 dias deste mês, número que já superou a média histórica de novembro de 446.


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