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A formação de uma nuvem funil assustou moradores em Santa Catarina, ainda com a memória das tempestades do ciclone bomba de julho, um fenômeno completamente distinto. Muita gente acreditou que se tratava de um tornado. A formacao foi observada na tarde de ontem na região de Camboriú.

Fábio de Oliveira/Camboriú Notícias

É sempre importante enfatizar que somente há a caracterização de um tornado quando a coluna rotatória do vento alcança o solo. Às vezes até é imperceptível ver o funil tocando a superfície e se identifica que há um tornado pelos detritos sendo carregados pelo vento junto ao solo. Não foi o caso de ontem em Santa Catarina. A rotação não atingiu em nenhum momento a superfície.

Se tornados são menos freqüentes, formações de nuvens funis não são. A esmagadora maioria não chega a tocar a superfície, o que produziria danos por, como dito, caracterizar um tornado. Neste período mais quente do ano, de final de primavera e verão, há uma tendência de formação de nuvens mais carregadas e, dependendo do estado da atmosfera, as nuvens podem adquirir rotação e se formar um funil.

Neste momento, uma área de baixa pressão atua a Leste do Rio Grande do Sul e isso traz maior vorticidade na atmosfera no Leste gaúcho e catarinense. Com a presença de nuvens carregadas geradas pelo calor e a umidade alta ontem à tarde, sob um ambiente de maior vorticidade, acabou se formando o inofensivo funil no céu.

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