A MetSul Meteorologia adverte que este mês de outubro pode ter volumes extremos a extraordinários em parte do Sul do Brasil, o que eleva gravemente o risco de cheias de rios e outros perigos à população como deslizamentos de terra e enxurradas.

Mapa de chuva em outubro

Modelo de clima ensemble europeu indica muita chuva no Sul do Brasil neste mês | METSUL

El Niño atingiu intensidade recorde no mês de setembro, superando o recorde de 2015, e agora o fenômeno ingressa na sua fase mais intensa e extrema que deve atingir o seu pico no final deste ano.

O período da primavera, com ou sem El Niño, tem maior propensão para episódios de chuva extrema e tempestades por ser uma estação de transição com aquecimento maior e a chegada ainda de massas de ar frio.

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Com o fenômeno El Niño em intensidade muito forte a intensa, o risco destes episódios de chuva extrema se torna ainda maior, e o mês de outubro em particular possui longo histórico de eventos de chuva excessiva a extrema sob o El Niño.

Modelos de previsão do tempo com tendência até 15 dias e modelos de clima que têm projeções para todo o mês estão em consenso de que deve chover excessivamente ao longo deste mês de outubro em várias áreas do Sul do Brasil.

Como a MetSul Meteorologia já destacou em seu prognóstico para o mês, as áreas da Região Sul que devem ter os maiores acumulados de chuva são a Metade Norte do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e o Paraná.

Santa Catarina e o Paraná, especialmente áreas do Centro para o Oeste dois estados, têm um risco muito alto de precipitação excessiva a extrema neste mês com volumes em algumas localidades até extraordinários.

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Modelos analisados pela MetSul Meteorologia indicam o potencial para chuva de 300 mm a 500 mm apenas neste mês de outubro em grande número de cidades entre a Metade Norte gaúcha e o Paraná, mas é possível que alguns pontos extrapolem os 500 mm.

Assim, desenha-se um alto risco de que outubro mais uma vez registre cheias de rios e enchentes em diferentes bacias, especialmente aquelas com nascentes e que cortam as áreas projetadas como as de maior probabilidade de precipitação excessiva.

Vários municípios nestas áreas de maior risco devem terminar outubro com precipitação 200% a 300% da média histórica do mês, chovendo apenas em outubro o que costuma chover, pela climatologia histórica, em toda a primavera.