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Oeste gaúcho enfrenta ainda cheia pela chuva do começo da semana passada e agora vai ter nova enchente, desta vez no Rio Uruguai, pela chuva excessiva da primeira metade desta semana | ALLAN SILVEIRA/PREFEITURA MUNICIPAL DE ALEGRETE

O Oeste do Rio Grande do Sul vai voltar a sofrer com enchentes nos próximos dias. Mais de duas mil pessoas seguem ainda fora de casa pelas enchentes resultantes da chuva do início da semana passada que trouxe inundações nas bacias dos rios Vacacaí, Ibirapuitã e Quaraí. As cidades de Quaraí e Alegrete foram as mais atingidas.

As águas do Ibipuitã, em Alegrete estão baixando lentamente. A Prefeitura de Alegrete informou que a medição no início da tarde desta quinta-feira apontou que o rio estava 8,9 metros acima do normal. Ontem, 797 famílias e 2.328 pessoas eram atingidas pela cheia. No município, a prefeitura disponibilizou seis abrigos para a população.


Agora, as enchentes atingirão as cidades banhadas pelo Rio Uruguai na Fronteira Oeste, como Porto Xavier, São Borja, Itaqui e Uruguaiana. Consequência da chuva volumosa que atingiu o começo da bacia e a nascente no Rio Pelotas entre a região Norte do Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

Os acumulados de chuva foram especialmente altos na bacia do Rio Pelotas com marcas de mais de 250 mm na região de Vacaria, nos Campos de Cima da Serra, e perto de 300 mm em São Joaquim, onde duas pessoas morreram e uma está desaparecida em consequência da chuva


Embora menos elevados, os volumes foram altos também em diferentes pontos do Noroeste do Rio Grande do Sul com 117 mm em Palmeira das Missões e 106 mm em São Luiz Gonzaga. O mesmo se verificou com o Oeste e o Meio-Oeste catarinense, onde os volumes foram ainda mais altos e até extremos, com registros de 100 mm a 300 mm em muitas cidades.

Os volumes de chuva em algumas cidades catarinenses apenas nos primeiros quatro dias de maio foram duas a quatro vezes maior que a média mensal. Os acumulados no mês até agora, conforme dados do Ciram, são de 409 mm em São Martinho, 307 mm em Braço do Norte, 296 mm em Rio Fortuna, 288 em Mirim Doce, 273 mm em Florianópolis (Campeche), 269 mm em Tubarão e Siderópolis e 255 mm em São Joaquim, dentre as muitas medições acima de 200 mm.

A MetSul adverte que a cheia do Rio Uruguai pode ser de média a grandes proporções, tamanha a quantidade de água que está por descer para a bacia. O rio, que no verão deste ano estava muito baixo e com as pedras à vista pela estiagem, agora exibirá imagens de grande cheia. As nossas projeções indicam que as mais altas cotas de 2021 e do começo do outono deste ano devem ser superadas.

Em São Borja, a régua argentina media em Santo Tomé, no lado argentino, 8,04 metros ao meio-dia desta quinta. À meia-noite, o nível era de 6,69 metros. E ontem, ao meio-dia, 5,97 metros. Ou seja, o Rio Uruguai sobe muito rapidamente.

Mais ao Norte, na fronteira da Argentina com o Noroeste gaúcho, as cotas já são de alerta e se aproximam da cota de inundação. Em Porto Xavier, o nível do Uruguai estava em 7,5 metros contra 4,1 metros no mesmo horário do dia anterior e subia rapidamente.

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