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Uma nova frente fria chega ao Rio Grande do Sul e vai mudar o tempo em algumas regiões. A esperança que o sistema frontal possa trazer chuva que aliviei a estiagem que castiga parte do interior gaúcho, entretanto, deve ser frustrada ante a perspectiva de o sistema cruzar pelo estado gaúcho com fraca atividade.


A imagem do satélite GOES-16 da NOAA/NASA da manhã desta quinta-feira mostrava a frente fria se estendendo por centenas de quilômetros entre o Nordeste e o Centro da Argentina com chuva em alguns locais e registro na última noite de temporais isolados no país vizinho.

A frente fria já passou pela região de Buenos Aires. No começo da madrugada desta quinta, o Aeroporto Internacional de Ezeiza, na região metropolitana da capital argentina, anotava 28ºC com vento Norte. No amanhecer de hoje, após chuva e trovoadas com a rotação do vento para o Sul, a temperatura era de 18ºC.


O tempo já mudou também em Montevidéu, no Uruguai. O Aeroporto de Carrasco, situado em Canelones, junto à capital uruguaia, registrava chuva e trovoadas no começo da manhã desta quinta. A temperatura estava em 19ºC no início da manhã.

O sistema frontal tem pouca influência no Rio Grande do Sul hoje. O sol predomina mais uma vez e ocorrem momentos de céu claro na maioria das regiões na primeira metade do dia. Da tarde para a noite avançam nuvens a partir do Oeste e do Sul para as demais regiões.

Não se descarta chuva isoladíssima e passageira em poucos pontos do interior gaúcho no fim da tarde, mais em razão do calor. No extremo Sul gaúcho pode ter chuva em pontos localizados na segunda metade do dia em consequência da frente.

O sistema frontal que avança pelo estado entre a tarde e noite de hoje e amanhã traz chuva em maior número de locais amanhã, mas ainda assim apenas em parte do estado. Deve chover em setores do Leste, do Norte e do Nordeste do estado com predomínio do tempo firme na maior parte dos municípios. Porto Alegre, por exemplo, pode ter períodos de chuva nesta sexta.

Volumes de chuva

A frente fria vai se deslocar pelo Rio Grande do Sul entre hoje e amanhã com muito escassa atividade, provocando apenas aumento da nebulosidade na grande maioria das cidades do estado. Com isso, a maior parte dos municípios gaúchos não deve ter registro de chuva durante a passagem da frente.

Este cenário fica muito claro nas projeções dos modelos. O mapa abaixo mostra a projeção de chuva do modelo meteorológico alemão Icon em que se verifica que grande parte do território gaúcho não deve ter precipitação por conta desta frente.

Idêntico cenário se verifica na projeção de chuva acumulada do modelo de alta resolução WRF de 4 quilômetros. A instabilidade deve atuar mais em pontos do Leste gaúcho, como entre a Grande Porto Alegre, a Serra e o Litoral Norte. Na Metade Oeste, em geral, não chove.

Além de esta frente não trazer chuva para a maioria das cidades gaúchas, onde chover se espera que os volumes sejam baixos na maioria das localidades. Portanto, a atuação da frente não deve representar alívio para os locais que sofrem com estiagem e, ao contrário, vai se prolongar o período de escassez hídrica.

Risco de temporais

O cenário na passagem desta frente fria é muito diferente do sistema frontal que chegou ao Rio Grande do Sul na segunda-feira. Quatro dias atrás, o estado estava sob a influência de uma massa de ar muito quente. Desta vez, embora o calor, a atmosfera está menos aquecida.

Além disso, a frente fria da segunda era de muito maior atividade e antecedia uma massa de ar frio mais robusta em força, agravando o risco de temporais, o que veio a ocorrer com vendavais, chuva forte e granizo. Por isso, desta vez o risco de temporais é baixo e qualquer ocorrência se vier a se dar será muito isolada.

Como consultar os mapas

Todos os mapas de chuva neste boletim podem ser consultados pelo nosso assinante (assine aqui) na nossa seção de mapas. A plataforma oferece ainda mapas de chuva, geada, temperatura, risco de granizo, vento, umidade, pressão atmosférica, neve, umidade no solo e risco de incêndio e raios, dentre outras variáveis, com atualizações duas a quatro vezes ao dia, de acordo com cada simulação. Na seção de mapas, é possível consultar ainda o nosso modelo WRF de altíssima resolução da MetSul.

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