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A Organização Meteorológica Mundial afirma que apenas 0,5% de toda a água do planeta pode ser usada hoje para consumo humano | SAFIDY ANDRIANANTENAINA/UNICEF/ONU

A Organização Meteorológica Mundial afirma que os danos causados pela degradação do meio ambiente fazem o nível da água potável disponível no planeta diminuir anualmente. De acordo com a entidade da ONU, nos últimos vinte anos, o volume vem caindo em um centímetro por ano, tanto nos reservatórios de superfície quanto nos subterrâneos. A OMM lembra que apenas 0,5% de toda a água do planeta pode ser usada para consumo humano.

Os líderes da Coalizão de Água e Clima estiveram presente na recente COP26 e fizeram um apelo urgente para gestão integrada da água e do clima, com base no compartilhamento de dados e informações. Eles afirmaram que sem esse compromisso será cada vez mais difícil responder às questões sobre o fornecimento de água de qualidade, tanto agora quanto no futuro, para as pessoas e para manter o ecossistema saudável em todo o mundo.


O secretário-geral da OMM, Petteri Taalas, explicou que o aumento das temperaturas tem impacto direto na mudança das precipitações globais. Ele destacou que o resultado pode agravar a insegurança alimentar e comprometer a saúde e bem-estar humanos. Entre os dados destacados no relatório, estima-se que enquanto a seca causou 29% dos desastres climáticos nos últimos 19 anos, os episódios de enchentes somaram 44%, afetando 1,6 bilhão de pessoas em todo o mundo.

O painel é formado por membros de governos, agências da ONU, sociedade civil e setor privado. Durante a conferência das Nações Unidas para mudança climática, o atual presidente da Hungria, János Áder, parte da coalizão, afirmou que ações eficazes requerem conhecimento, informação e dados robustos. O país possui uma economia fortemente atrelada ao rio Danúbio.


Também parte do grupo, a ministra de Infraestrutura e Gestão da Água dos Países Baixos, Barbara Visser, afirmou que a água “é a chave para alcançar mudanças reais e atingir as metas da Agenda 2030” Assim, ela reforça a necessidade de expandir e acelerar as ações para “virar a maré e garantir um futuro sustentável, sem deixar ninguém para trás”.

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