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Tendência observada em países do Hemisfério Norte é de cada vez menos neve no chão no dia de Natal com as mudanças climáticas e a elevação da temperatura planetária | JONATHAN NACKSTRAND/AFP/METSUL METEOROLOGIA

Filmes de Natal, que inundam as grades das emissoras nesta época do ano, têm um cenário clássico de neve e Papai Noel, uma vez que se passam em países de clima frio do Hemisfério Norte em que a data coincide com o inverno. O clima cada vez mais quente do planeta, porém, está fazendo com que um dos cenários dos filmes esteja cada vez menos frequente durante os Natais: a neve.

A Administração Nacional de Oceanos e Atmosfera dos Estados Unidos, A NOAA, publicou dias atrás as probabilidades de um Natal branco nos Estados Unidos, onde se passam a maioria dos filmes natalinos. A agência climática do governo norte-americano se baseou nos mais recentes 30 anos de dados climáticos que revelaram grandes diminuições em comparação com apenas uma década atrás. As mudanças “são consistentes com a realidade do aquecimento de longo prazo”, escreveu a NOAA.


As mudanças observadas foram bastante sutis, porém “mais áreas experimentaram diminuições em suas chances de um Natal branco do que aumentos”, disse a agência. O critério da NOAA para um Natal branco é uma polegada (2,5 cm) de neve no chão na manhã de 25 de dezembro.

Como as chances do Natal branco mudaram nas cidades dos Estados Unidos na última década? Análise dos meteorologistas do jornal Washington Post dos dados do Natal branco nas grandes cidades do país confirmou os achados da NOAA com quedas na maioria delas.


Conforme o levantamento, 18 das 25 cidades analisadas viram suas chances de um Natal branco diminuir. Denver e Columbus tiveram as maiores quedas (seis pontos percentuais). As chances da capital Washington D.C. de testemunhar um Natal branco despencaram de cerca de 8% para 4%.

As probabilidades de quatro cidades permaneceram inalteradas (Minneapolis, Indianapolis, Portland e Dallas). Três, ao contrário, viram suas chances aumentar, mas apenas em 1% ou 2%. Foram os casos de Nova York, Filadélfia e Raleigh.

Os resultados obtidos pelo jornal confirmam também um exame feito pela rede de televisão CNN que descobriu que 64% dos 2.000 locais no banco de dados da NOAA exibiram diminuições em suas chances de um Natal branco.

A agência Associated Press, por sua vez, usando uma análise da Universidade do Arizona, também descreveu uma queda acentuada na neve do Natal entre os anos 1980 e 2010. Na década de 1980, 47% do país tinha neve no solo em 25 de dezembro com uma profundidade média de 3,5 polegadas. Já na década de 2010, a extensão da cobertura de neve era de apenas 38% com uma profundidade média de 2,7 polegadas.

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