Olá a todos, a primavera tem nesta quarta-feira (23) o seu primeiro dia cheia o grande protagonista da estação será o fenômeno El Niño, que vai seguir se intensificando e irá atingir intensidade jamais vista nos tempos modernos.

NOAA
O impacto do El Niño na estação que recém se inicia será imenso e as consequências no clima extremamente preocupantes com indicativo de muitos extremos, sobretudo no Sul do Brasil, com significativo impacto para a população.
A grande ameaça do El Niño para os moradores da Região Sul será a chuva, que ao longo da estação deve ter vários episódios com acumulados excessivos e mesmo extremos, com deslizamentos de terra, cheias de rios e enchentes.
Sempre destacamos que nenhum El Niño é igual ao outro e que não existe uma relação linear entre intensidade do fenômeno e seus efeitos. Não é porque este El Niño ser mais forte do que qualquer outro nas últimas décadas que teremos as maiores enchentes em décadas. A relação de causa e efeito não é tão simples assim.
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Neste ano, por exemplo, há substanciais diferenças para o El Niño de 2023-2024. Os impactos da chuva no primeiro ano do último evento, em 2023, foram maiores sobre o Rio Grande do Sul. Os efeitos do fenômeno até agora no estado gaúcho são menores que em 2023. Vocês devem estar lembrados da enchente no Vale do Taquari, na primeira semana de setembro de 2023, com mais de 50 mortes. Não tivemos ainda um episódio com esta gravidade no Rio Grande do Sul neste El Niño até agora.
Há nitidamente diferenças para o evento de 2023. No El Niño de agora, está chovendo até o momento muito mais no Paraná e São Paulo, por exemplo. Três anos atrás, era o calor intenso a extremo que castigava estes estados e não a chuva.
Agora, nestas primeiras semanas da primavera, este padrão vai se manter com chuva que deve ficar acima a muito acima da média principalmente no Mato Grosso do Sul, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e na Metade Norte. O Paraná, Santa Catarina e o Noroeste e o Norte gaúcho, em especial, devem ter volumes extremos.
Os impactos maiores do El Niño na chuva no Rio Grande do Sul, que no primeiro ano do fenômeno foram maiores entre setembro e novembro em 2023, devem se dar mais tardiamente agora em 2026.
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É por isso que a MetSul Meteorologia está trabalhando com a ideia, que tem noticiado aos seus clientes, especialmente do agronegócio, que nos meses de novembro e dezembro a chuva deve aumentar muito no Rio Grande do Sul com vários episódios de precipitação excessiva a extrema, até com volumes extraordinários com totais mensais de 500 mm a 700 mm em algumas cidades, o que levará a vários episódios de enchentes.
Outro grande impacto do El Niño nesta estação se dará na forma de temporais. E não serão poucos. Com maior umidade e curva de temperatura aumentando à medida que se aproxima o verão, cada vez mais estarão presentes os ingredientes básicos de tempo severo que são calor e umidade.
É o que nos faz a alertar repetidamente que esta primavera terá frequência de tempo severo significativamente superior ao normal no Sul do Brasil com numerosas ondas de tempestades no decorrer da estação. Com isso, devem ser esperados vários episódios de granizo, vendavais e, em alguns casos, com tornados no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e o Paraná. São Paulo também deve sofrer com maior recorrência de tempo severo que o habitual na estação.
Outubro é um mês que tradicionalmente registra maior frequência de temporais, mas, como neste ano os piores impactos do El Niño são mais tardios que no fenômeno de 2023, os meses de novembro e dezembro, em particular, serão de muito mais alto risco de tempestades, coincidindo com maiores temperaturas.