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Veículos isolados na inundação após a passagem do ciclone tropical Shaheen na cidade de al-Mussanah, no Norte de Omã, nesta segunda-feira. MOHAMMED MAHJOUB/AFP/METSUL METEOROLOGIA

Um furacão numa das regiões de deserto mais conhecidas do mundo trouxe chuva de cinco anos em apenas um dia. O ciclone Shaheen fez história ontem ao tocar terra entre Al Masnaah e Al-Suwaiq, em Omã, a cerca de 80 quilômetros a Oeste-Noroeste da capital Muscat.

O ciclone tropical (que era um furacão e não tem este nome na região por ocorrer fora do Atlântico ou do Pacífico Leste)  enfraqueceu para a intensidade mínima de categoria 1 pouco antes de alcançar terra, mas provocou enchentes em pleno deserto.


As autoridades disseram que 369 mm  de chuva caíram em al-Khaboura, a Noroeste da capital de Omã, Muscat, enquanto mais de 200 mm foram registrados na própria Muscat.

A precipitação média em outubro para Muscat é de 0,8 milímetros e a precipitação média anual é de 89,7 milímetros. Volume de 253,2 mm foi registrado em 24 horas em Suwaiq [Al ​​Suwaiq], ao Sul de Sohar. A precipitação média anual nesta região que é muito seca é de cerca de 100 mm.

De acordo com os meteorologistas da Yale Climate, poucos ciclones tropicais foram registrados até hoje no Golfo de Omã e nenhum tão a Oeste como Shaheen. O mais forte, o ciclone Gonu, atingiu o Oeste do mar da Arábia em junho de 2007 como uma tempestade equivalente a um furacão categoria 5. Foi o mais intenso já registrado na região. Gonu causou mais de 4 bilhões de dólares em danos, principalmente em Omã, e causou pelo menos 78 mortes. Em 2010, o ciclone Phet seguiu uma trajetória mais ou menos semelhante em direção ao Leste de Omã e causou mais de 800 milhões de dólares em danos e 24 mortes.

Os ventos fortes de Shaheen também causaram ondas de até dez metros ao longo da costa. Houve inundações generalizadas ao longo do litoral Norte de Omã quando a tempestade atingiu o continente ontem, trazendo fortes chuvas e ventos de até 150 km/h. As autoridades de Omã relataram a morte de sete pessoas na província de Al-Batinah. Quatro outras pessoas se afogaram ou morreram em deslizamentos de terra no domingo.


No Irã, a mídia estatal disse que os corpos de dois pescadores foram encontrados. Três outros pescadores continuam desaparecidos na costa da província de Sistan-Baluchestan, no Sudeste do país. A infraestrutura, incluindo instalações elétricas e estradas, também foi danificada na passagem do ciclone pelo Irã.

 

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