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O ciclone Potira provocou ondas enormes na costa de Santa Catarina. As ondas grandes fizeram a alegria dos surfistas que caíram no mar para aproveitar o swell incomum que foi gerado pelo ciclone.

O fotógrafo especializado em surfe Gabriel Gomes registrou em fotografias as ondas imensas na praia em Jaguaruna, no Sul catarinense. Surfistas como Thiago Jacaré aproveitaram a grande ondulação proporcionada por Potira.


Surfista Thiago Jacaré aproveita o swell do ciclone Potira em Jaguaruna, Santa Catarina | Gabriel Gomes

Grande ondulação trazida pelo swell do ciclone | Gabriel Gomes

Tubos e grandes ondas na costa catarinense | Gabriel Gomes

Tendência é o swell diminuir com o enfraquecimento do ciclone | Gabriel Gomes

Ondas enormes na Laje da Jagua | Gabriel Gomes

Swell de Potira no Sul de Santa Catarina | Gabriel Gomes

A tempestade subtropical Potira foi rebaixada pela Marinha neste sábado à condição de depressão após dias como tempestade no oceano. O sistema gera uma pista de vento que trouxe ondas de grande tamanho nos litorais do Sul e do Sudeste do Brasil. O campo de vento de um ciclone subtropical, assim como ocorrem com os ciclones extratropicais, alcança uma área muito maior que as dos ciclones de natureza tropical.

O ciclone atípico se formou ontem em alto-mar, nas coordenadas 27°S e 43°W, sendo classificado no começo da semana como depressão com ventos estimados por satélite entre 25 e 30 nós (45 a 55 km/h). Seu centro se encontrava a aproximadamente 300 milhas náuticas (555 km) a Leste da costa do estado de Santa Catarina e a 250 milhas náuticas (450 km) ao Sul da costa do estado do Rio de Janeiro. O seu deslocamento era lento para Leste-Nordeste. Depois, com sua intensificação, o ciclone passou à categoria de tempestade por alguns dias, antes de ser rebaixado para novamente a condição de depressão neste sábado.

Por que o sistema é atípico?

A regra é que ciclones (centros de baixa pressão) não tenham características subtropicais ou tropicais no litoral do Brasil, mas em quase todos os anos ocorre ao menos um. Já os ciclones extratropicais são muito comuns no Atlântico Sul e se formam principalmente das latitudes do Rio Grande do Sul para o Sul.


Por que este ciclone tem nome e a maioria não recebe?

Ciclones extratropicais, freqüentes no Atlântico Sul, não são nomeados. Ciclones atípicos de natureza subtropical ou tropical, entretanto, recebem nomes na costa brasileira. Os sistemas passam a ter nome apenas com vento sustentado mais forte. Depressões atmosféricas, mesmo subtropicais ou tropicais, com vento entre 30 km/h e 63 km/h não são classificadas por nome. Por outro lado, se o sistema passar a apresentar vento sustentado de 63 km/h ou mais deixará de ser uma depressão e se converterá em tempestade subtropical ou tropical, recebendo nome.

Com efeito, de acordo com as Normas da Autoridade Marítima para Meteorologia Marítima (NORMAM-19), para que haja a classificação do ciclone como tempestade subtropical ou tropical e a sua nomeação, os ventos deverão ser iguais ou superiores a 34 nós ou 63 km/h.

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