Chuva extrema atingiu nesta terça-feira a província argentina do Chaco com acumulados acima de 200 mm em poucas horas em algumas localidades. Na estação meteorológica da cidade de Roque Saenz Peña, mantida pelo Serviço Meteorológico Nacional, a precipitação apenas entre 9h e 15h desta terça somou 156 mm.
Cayeron más de 250 milímetros de lluvia en zonas rurales de Charata y comienzan a evacuar familias https://t.co/nZSAnfw18r @chaco_met @SMN_Argentina #Charata #tormentas #Chaco
— MediosyEstrategias (@MediosyE) March 22, 2022
Em outras áreas do Chaco, acumulados mais altos foram observados. A prefeita da cidade de Charata, Alejandra Campos, informou que em pontos do município choveu até 250 mm e que a situação era “muito complicada”. A municipalidade se prepara para albergar as famílias que vão deixar as suas casas nas zonas que ficaram inundadas. O esforço agora é para resgatar as pessoas isoladas no campo inundado.
O Serviço Nacional de Meteorologia da Argentina emitiu diversos alertas de cor amarela para províncias do Centro e do Nordeste do país. Para as províncias de Misiones e Corrientes os avisos são da cor laranja. O órgão adverte para chuva excessiva e tempestades que podem ser localmente fortes ou severas. A Direção de Meteorologia do Paraguai também emitiu avisos de tempo severo para parte do território paraguaio, onde na noite desta terça atuam intensas áreas de instabilidade.
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A chuva já começou a ingressar hoje pelo Oeste do Rio Grande do Sul. Os acumulados até o começo da noite desta terça eram de 48 mm em Alegrete, 24 mm em Quaraí, 21 mm em São Vicente do Sul, 13 mm em Uruguaiana e em Santiago, e 12 mm em Rosário do Sul. A chuva nas próximas horas alcança outras áreas do Estado, mas não deve ser volumosa na maioria dos pontos. A chuva mais intensa vem nesta quarta e na quinta.
A MetSul Meteorologia emitiu alerta em que adverte para cenário de alto risco meteorológico no Rio Grande do Sul, no Paraguai e nas províncias argentinas de Corrientes e Misiones nesta quarta e na quinta. É um complexo cenário meteorológico, mais comumente observado em meses de final do outono e do inverno, em que no momento inicial a instabilidade será consequência de frente quente e, depois, por frente fria associada a ciclone extratropical.
Dados analisados pela MetSul apontam chuva muito volumosa em diversas regiões gaúchas. Os modelos projetam 50 mm a 100 mm em muitos municípios, mas a preocupação é com o indicativo de alguns dados que em apenas dois dias pode chover 100 mm a 150 mm em diferentes pontos com acumulados localizados de 150 mm a 200 mm ou até mais.

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Os modelos são unânimes em indicar a possibilidade de volumes de chuva muito altos, porém divergem sobre quais regiões gaúchas teriam os maiores acumulados. Observe acima os mapas de chuva dos modelos WRF e Icon a partir da rodada das 12Z e atente como os dois modelos (disponíveis ao assinante) apontam chuva excessiva, mas não necessariamente nas mesmas áreas. Chama atenção no WRF uma área com chuva de 300 mm a 400 mm, o que é excepcional, entre a Argentina, o Noroeste gaúcho e o extremo Oeste catarinense.
O cenário é condizente com períodos de chuva localmente torrencial. Os maiores volumes são projetados pela MetSul para o Oeste, Centro, o Noroeste e uma faixa na Metade Sul até a região da Lagoa dos Patos. A Grande Porto Alegre também tem alto risco de chuva volumosa nestes dois dias.
Há potencial para alagamentos e inundações em áreas urbanas e rurais no Estado com subida de rios e arroios pelo grande volume de água esperado em tão curto período. É ainda alto o risco de tempestades localizadas hoje e amanhã. Podem ocorrer temporais em diferentes pontos com alta incidência de raios, granizo e vendavais.