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Brasília teve chuva nesta sexta-feira e que foi celebrada pelos moradores | IGO ESTRELA/METRÓPOLES

A chuva, como previsto, voltou ao Distrito Federal e pontos de Brasília, inclusive do Plano Piloto, nesta sexta-feira (24). A capital federal chegou a ter pancadas fortes no final da tarde. A instabilidade alcançou ainda outras áreas do Distrito Federal e do estado de Goiás. A chuva acompanha o antecipado aumento da umidade no Brasil Central neste final de setembro e que vai trazer mais chuva para o Centro-Oeste.

Os acumulados de chuva em 24 horas em Goiás até 19h desta sexta-feira chegaram a 63 mm em São Miguel do Araguaia, 6 mm em Porangatu, 4 mm em Jataí, 2 mm em Monte Alegre de Goiás e Itapaci, e 1 mm em Posse. Já a rede do Centro Nacional de Previsão de Desastre apontou 22 mm em Jataí, 10 mm em Posse, 9 mm em Águas Lindas de Goiás, 8 mm em Porangatu, 5 mm em Rio Verde, 3 mm em Uruaçu e 2 mm em Niquelândia.


Os volumes distintos dentro de um mesmo município decorrem de estações em pontos diferentes da localidade e da variabilidade natural da chuva dos volumes de um local para o outro.

Pancadas foram fortes em pontos da capital federal no fim de tarde e início da noite | IGO ESTRELA/METRÓPOLES

No Distrito Federal, os volumes em 24 horas até 19h desta sexta foram de 7 mm em Gama, 4 mm em Brazilândia e 1 mm em Brasília. Os vários vídeos que circularam nas redes socais mostram que em pontos da capital federal a chuva foi muito mais volumosa que no local em que se encontra a estação automática do Instituto Nacional de Meteorologia. Como se trata de instabilidade de natureza convectiva, associada ao ar quente e úmido, ocorrem pancadas fortes localizadas que trazem volumes isolados mais altos.

A previsão da MetSul é de mais chuva neste fim de semana no Planalto Central e que vai alcançar áreas do Centro-Oeste e do Sudeste do Brasil que não registraram precipitação nesta sexta.

O mapa acima mostra a projeção de chuva do modelo canadense, disponível ao assinante na seção de mapas, entre 9h de sábado e 9h de domingo. Observa-se a tendência de chover novamente no Distrito Federal e muitas áreas de Goiás, assim como em pontos do Mato Grosso, do Triângulo Mineiro e mesmo em alguns locais do Norte paulista.

Já o mapa acima traz a projeção de chuva do mesmo modelo entre 9h de domingo e 9h de segunda-feira. Permanecem as pancadas em Goiás e no Distrito Federal e a área de chuva aumenta no Mato Grosso e no Mato Grosso do Sul, permanecendo a instabilidade isolada em Minas Gerais e no interior de São Paulo.

As pancadas tendem a ocorrer principalmente da tarde para a noite com o aquecimento diurno. Em alguns pontos, a chuva deve ser forte a intensa em curtos intervalos com volumes altos. Por isso, em se tratando de instabilidade convectiva, a chuva é mal distribuída e os volumes variam muito de um ponto para outro.


Além disso, os modelos não conseguem antecipar acumulados mais altos localizados. Com efeito, os volumes devem ficar acima do que o modelo indica em diferentes localidades do Centro-Oeste e do Sudeste. Isoladamente, há o risco de temporais com raios em que não se pode afastar vento forte ou granizo.

A instabilidade prevista para os próximos dias é recém o começo do fim da estação seca no Brasil Central. Somente em outubro se espera um aumento mais pronunciado da chuva com registro até de precipitações acima das médias histórica em áreas do Centro-Oeste e do Sudeste, em especial numa faixa que irá do Mato Grosso a Minas Gerais, passando por Goiás e o Distrito Federal.

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