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A chuva anual de meteoros Oriônidas, também conhecida como Orionídeas, foi registrada na madrugada desta quinta-feira no Rio Grande do Sul. O observatório Heller e Jung, da cidade de Taquara, que possui uma série de câmeras especiais destinadas à observação de meteoros, captou a chuva de meteoros durante a última noite.

O tempo aberto com escassa cobertura de nebulosidade favoreceu a observação da chuva de meteoros na região do Vale do Paranhana, onde está localizado o observatório astronômico. O Rio Grande do Sul estava no começo do dia sob influência de uma massa de ar seco e frio de alta pressão atmosférica, proporcionando as excelentes condições de visibilidade.


As imagens divulgadas são composições de várias fotografias do céu, logo o que se denomina popularmente de “estrelas cadentes” e que são visíveis nas imagens não caíram todas de uma só vez. São várias imagens sobrepostas em longa exposição que geram o efeito do céu tomado por meteoros.

Observatório Heller & Jung/Divulgação

Observatório Heller & Jung/Divulgação

A maior incidência de meteoros no céu se deu a partir das 3h da manhã de hoje, mas o show dos meteoros não deve se limitar a esta quinta-feira. Apesar da madrugada de hoje ter sido a melhor para a observação, a chuva de meteoros Oriônidas vai continuar nos próximos dias.

O que é a chuva de meteoros Oriônidas

Todos os anos, entre os dias 15 e 29 de outubro, o planeta Terra passa pela nuvem de detritos deixada pelo cometa Halley, o que traz uma das mais aguardadas chuvas de meteoros do ano: a Oriônidas (ou Orionídeas). Os Oriônidas estão entre os meteoros mais rápidos, atingindo uma velocidade de 66 km/s ao riscar o horizonte celeste. Por isso eles tendem a deixar rastros luminosos longos e persistentes, que podem ser vistos no céu por alguns segundos.

Não bastasse, a taxa de meteoros no evento anual em seu pico é relativamente alta com cerca de 20 meteoros por hora, mas em alguns anos chegaram a ser observados até mais de 60 meteoros por hora. Todos os anos se tem a certeza que a chuva de meteoros vem, entretanto o número de riscos no céu por hora é imprevisível pela variabilidade anual.

As chuvas de meteoros ocorrem quando a Terra passa por esteiras de detritos deixadas por cometas ou até mesmo asteroides. Os meteoros que riscam o céu na chuva Oriônidas são originários do famoso cometa Halley, que deixou uma esteira de detritos que ao se chocar com a Terra, faz com que a poeira queime e produza o brilho que se chama de meteoro, ou “estrela cadente” na expressão popular.

Em regra, os fragmentos que produzem esses meteoros têm o tamanho de uma semente de maçã. Quando os detritos espaciais são um pouco maiores, do tamanho de uma bola de tênis por exemplo, há grandes bolas de fogo (bólidos) que são os meteoros mais brilhantes. Os maiores podem produzir até tremores de terra e ruídos sônicos, como se viu ontem na fronteira do Uruguai. O nome dessa chuva de meteoros se deve ao fato de os meteoros surgirem sempre da direção da constelação de Orion.

O cometa Halley

Cometas são corpos celestes cujo brilho desperta muito curiosidade. O mais famoso entre todos é o Halley. Muita gente acaba não vendo o Halley em seu tempo de vida, uma vez que sõ aparece a cada 75 ou 76 anos, em média. Na sua última aparição, em 1986, o Halley foi uma febre na mídia, mas gerou muita decepção.


O cometa tem esse nome em homenagem a Edmond Halley. O cometa foi descoberto pelo astrônomo Edmond Halley em 169, após examinar relatórios de um cometa que se aproximou da Terra em 1531, 1607 e 1682. Halley concluiu que esses três cometas eram, na verdade, o mesmo que sempre retornava à Terra, e previu que o cometa voltaria novamente em 1758. Como não era mais vivo para ver o retorno do cometa, sua descoberta fez com que esse corpo celeste fosse batizado com seu nome. O Cometa Halley, no entanto, é bem antigo, pois o primeiro registro de sua passagem no sistema solar, documentado em gravuras da época, ocorreu em 239 anos antes de Cristo o.

A característica de ser um cometa periódico, a cada 75 a 76 anos, fez de Halley famoso. Em sua próxima aparição, em 2061, a tendência é que esteja mais brilhante, uma vez que estará no mesmo lado da Terra em relação ao sol. Com abundante informação, ninguém terá medo do que vem do céu. Em 1910, entretanto, houve pânico por conta de sua passagem com falsas notícias de que um gás venenoso na cauda dele mataria todos os habitantes do planeta.

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