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O furacão Dorian está quase parado por dois dias sobre as Bahamas com vento de até 300 km/h, causando devastação e mortes. É uma situação de catástrofe em que áreas inteiras do arquipélago caribenho foram completamente dizimadas. Comunidades desapareceram. É muito além do pior cenário imaginável. 



O primeiro-ministro das Bahamas, Hubert Minnis, confirmou a morte de cinco pessoas, mas o número deve aumentar, uma vez que muitas áreas estão inacessíveis. Em coletiva de imprensa, em que não conteve o choro, Minnis disse tratar-se de uma tragédia histórica que terá que ser superada com o tempo e que esses são os piores dias de sua vida. 

Furacão Dorian fotografado da Estação Espacial Internacional

Todos os cinco óbitos confirmados foram registrados nas Ilhas Ábaco, as primeiras atingidas, quando Dorian era categoria 5 com rajadas de vento de 354 km/h. As cenas são de devastação total em Abaco. 

A Guarda Costeira dos Estados Unidos trabalha na região das Ilhas Ábaco na tentativa de resgatar pessoas presas em telhados diante do aumento do nível do mar.

Já a ilha de Grand Bahama, onde Dorian está parado por mais de um dia, a água do mar subiu até sete metros e atinge o segundo andar das casas. Muitas pessoas estão refugiadas em telhados.

Um sensor de radar a bordo de um satélite finlandês mostra que grande parte da Grand Bahama está submersa. As linhas amarelas são da área costeira original e as brancas das ruas. Quase toda a ilha está debaixo d’água (em verde).

O prognóstico do Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos segue indicando que Dorian, agora um furacão categoria 4, deve margear os litorais da Flórida, Geórgia e das Carolinas do Sul e do Norte. 

Ao avançar pela costa Leste dos Estados Unidos, ao se deslocar por águas menos quentes e encontrando um padrão mais divergente de vento, a tendência é que Dorian perca força. 

 

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