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Massa de ar extremamente quente cobre o Oeste, Centro e o Norte da Argentina com temperaturas escaldantes e máximas de até 45ºC | LUIS ROBAYO/AFP/METSUL METEOROLOGIA

O calor foi extraordinário neste sábado em algumas províncias da Argentina como efeito da massa de ar quente excepcionalmente forte que traz temperaturas altíssimas e muito acima do normal também no Sul, Centro-Oeste e parte do Sudeste do Brasil. Máximas acima de 45ºC foram observadas no país vizinho.

De acordo com dados de estações do Serviço Meteorológico Nacional da Argentina (SMN), as máximas deste sábado atingiram 45,3ºC em San Juan; 44,9ºC em Mendoza; 42,2ºC em La Rioja; 42,0ºC em Tinogasta; 41,9ºC em San Martin; 41,6ºC em Villa Reynolds; 41ºC em Villa Dolorores e Rivadavia; e 40,2ºC em Catamarca.


O calor extremo de hoje no Oeste da Argentina, em localidades perto da cordilheira, na chamada região do Cuyo, foi agravado pelo vento Zonda quente e muito seco. A umidade relativa do ar hoje em Mendoza chegou a apenas 1% com calor extremo, o que causou cortes de energia em diferentes pontos da província.

A máxima de hoje em Mendoza sob vento Zonda é histórica. Foi o dia mais quentes da história da cidade. A máxima oficial de 44,9ºC ficou 0,5ºC acima do recorde absoluto de temperatura máxima prévio de 44,4ºC, observado em 30 janeiro de 2003.


O Zonda é um vento típico do Oeste argentino e se caracteriza por ser persistente e com intensas rajadas. É muito quente e extremamente seco, não raro reduzindo a umidade relativa do ar a valores até abaixo de 5% a 10%.

O Zonda descende das montanhas dos Andes e sua direção predominante é de Oeste. Ocorre em regra quando há instabilidade no outro lado da Cordilheira dos Andes, no lado chileno da cadeia montanhosa.

Rajadas acima de 100 km/h podem ocorrer e costumam ocorrer transtornos como falta de luz e destelhamentos, queda de árvores, além de alto risco de incêndios. A temperatura se eleva acentuadamente, especialmente na região de Mendoza.

De acordo com o Serviço Meteorológico Nacional da Argentina, o Zonda se produz quando o ar úmido do Oceano Pacífico ascende pela Cordilheira do Andes, deixa a sua umidade no lado chileno e descende no lado argentino com ar muito seco que esquenta rapidamente à medida que descende no setor argentino da cadeia montanhosa.

O SMN enfatiza que pode ocorrer em qualquer época do ano, mas é mais recorrente entre os meses de maio e agosto. Ainda segundo o órgão meteorológico argentino, é mais comum se dar em horas da tarde que em outros momentos do dia. Às vezes não alcança a superfície e se denomina de “Zonda de altura”.

Fenômeno semelhante ocorre em outras partes do mundo com cadeias montanhosas com diferentes nomes. São os casos do Chinook nos Estados Unidos e no Canadá, Foehn nos Alpes europeus, Canterbury na Nova Zelândia e vento Berg na África do Sul.

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