É impossível olhar hoje em dia o mapa de anomalias de temperatura do planeta e não se espantar com o que ocorre na Rússia. A Sibéria aparece como uma mancha vermelha enorme. A região tem visto temperatura persistentemente extrema desde o inverno, o que levou a um derramamento de petróleo no Ártico, provocou focos iniciais de grandes incêndios florestais e ajudou a elevar as temperaturas globais a novos recordes.

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Temperaturas extraordinariamente altas na Sibéria, juntamente com temperaturas acima da média em outros lugares, impulsionaram o mundo a estabelecer ou igualar o recorde de maio mais quente, segundo dados divulgados na semana passada por quatro grupos de pesquisa atmosférica que acompanham as temperaturas globais.

Uma onda de calor do inverno em toda a Rússia se tornou um assunto tão polêmico que foi a primeira pergunta feita ao presidente Vladimir Putin durante sua entrevista coletivamente de final de ano, com mais de quatro horas de duração, em dezembro.

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“Como você sabe, a Rússia é um país do Norte e algumas de nossas cidades foram construídas ao Norte do Círculo Polar Ártico, no permafrost. Se começar a derreter, você pode imaginar quais consequências isso teria. Isso é muito sério”, disse Putin.

Em 22 de maio, a cidade de Khatanga, na Sibéria, localizada bem ao Norte do Círculo Polar Ártico, registrou uma temperatura de 25,5°C. A temperatura máxima típica para o dia nesse local é 0°C. A cidade  superou seu recorde anterior na data de 11°C e seu recorde mensal para maio de 20°C.