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Pelotas registrou muitos alagamentos e moradores tiveram que ser resgatados de barcos de suas casas em alguns bairros | CORPO DE BOMBEIROS DE PELOTAS

Cidade da Metade Norte do Rio Grande do Sul, especialmente do Vale do Taquari, ainda contam os mortos e os estragos das inundações catastróficas do começo da semana, e agora enchentes atingem o Oeste e o Sul do estado com os volumes elevados de chuva que atingiram a região ontem.

A chuva acumulada até o final da madrugada desta sexta-feira somava 182 mm em Canguçu, 181 mm em Pedro Osório, 176 mm em Capão do Leão, 170 mm em Dom Pedrito, 164 mm em Alegrete, 160 mm em Arroio Grande, 158 mm em Pelotas, 151 mm em Rio Grande, 137 mm em Santa Maria, 114 mm em Jaguarão, 112 mm em São Lourenço do Sul e 111 mm em Rosário do Sul.


Alegrete é uma das cidades que mais preocupa. O nível do Rio Ibirapuitã subiu muito durante as últimas horas em passou da cota de inundação. Estava com 10,30 metros na madrugada desta sexta-feira.

Moradores começaram a ser retirados de suas casas com auxílio da Defesa Civil, produtores rurais e o Exército. O ginásio Oswaldo Aranha foi aberto para receber a população desalojada e desabrigada. O número de moradores afetados ainda é desconhecido.


Bacias de rios com nascentes ou que cortam o Centro, o Oeste e o Sul gaúcho é que merecem atenção maior a partir de agora, alerta a MetSul Meteorologia. O aviso inclui as bacias dos rios Santa Maria, Ibirapuitã, Ibicuí, Jaguarão e Piratini, além de bacias menores.

Os volumes de chuva foram excessivos ontem nas áreas de Pelotas e Rio Grande. O acumulado acima de 150 mm na estação de Rio Grande do Instituto Nacional de Meteorologia ficou acima da média de chuva do mês inteiro pela série 1991-2020 de 110,8 mm em Rio Grande. Pelotas tem média em setembro de 128,7 mm e também ficou acima da climatologia mensal.

Alagamentos tomaram conta da cidade de Rio Grande. Vários pontos da cidade terminaram a quinta-feira com acúmulo de água nas ruas.  Em Pelotas, a chuva alagou vários pontos da cidade. Bombeiros tiveram que fazer uso mesmo de barcos para socorrer a população em alguns bairros. O vento represa as águas e agrava a situação. Canais que cortam o município como o São Gonçalo estão entre os focos de atenção e preocupação.

Problemas em razão da chuva atingiram também outros municípios do Sul do estado, sobretudo em áreas rurais. Em Pinheiro Machado, por exemplo, o grande volume de água correndo por córregos e arroios cobriu pontes e pontilhões no interior do município.

O pior da chuva já passou à medida que a frente fria se desloca para o Norte. Por isso, após um começo de sexta-feira ainda de instabilidade, o tempo deve apresentar melhoria gradual com muitas nuvens. O problema é que pode voltar a chover na região de Pelotas e Rio Grande no final do dia ou a partir da madrugada do sábado, mas sem volumes elevados e por apenas poucas horas.

Preocupa e muito é o cenário do Sul gaúcho na próxima semana. Volumes muitos altos de chuva poderão ser registrados no Sul do estado entre o final da segunda-feira e a próxima quinta com marcas até perto ou acima de 200 mm em alguns pontos, o que pode trazer inundações mais graves do que agora porque as águas já estarão altas pela chuva desta semana.

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