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NOAA

Acompanhar a temporada de ciclones tropicais de 2020 tem sido um aprendizado de grego. Esgotada a lista de nomes previamente estabelecida para o ano pelo alto número de tempestades, o Centro Nacional de Furacões (NHC) teve que recorrer ao alfabeto grego para identificar os ciclones tropicais. E, neste domingo, mais um: Zeta.

A tempestade tropical Zeta se formou na parte Oeste do Caribe na manhã deste domingo (25) e pode ganhar força muito rapidamente ao avançar em um ambiente de águas mais quentes e com baixa divergência vertical de vento na atmosfera.


A tempestade pode tocar terra duas vezes como um furacão, status que deve atingir neste começo de semana. Inicialmente, na noite desra segunda-feira na península de Yucatan, no México, na região de Cancun, e no meio desta semana ao longo da costa central do Golfo do México nos Estados Unidos, entre o estado da Louisiana e o Noroeste da Flórida (região da Panhandl).

A trajetória prevista, aliás, é muito parecida com outro furacão que foi identificado com o alfabeto grego, o Delta, da primeira semana de outubro.

A tempestade tropical Zeta está neste momento quase parada, semi-estacionária, sobre as águas muito quentes do Oeste do Caribe. Traz muita chuva para pontos da região com aguaceiros que foram registrados nas Ilhas Cayman, em Cuba e na Jamaica. Os acumulados vão passar de 100 mm em algumas estações com possibilidade de alagamentos e inundações.

Zeta é o 27º ciclone da temporada no Atlântico Norte e está perto de igualar o recorde de 2005 de 28 tempestades. Se confirmada a tendência de se transformar em um furacão, Zeta será o 11º furacão de 2020 no Atlântico Norte.


Desde o começo dos dados em 1851 somente foram registrados onze ou mais furacões em um ano em 1887, 1933, 1950, 1969, 1995, 2005 e 2010.

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