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A geada deve voltar a trazer prejuízo para produtores rurais do Centro-Sul do Brasil com a erupção de ar polar. A tendência que o pior de geada seja a sexta-feira, quando grande número de localidades terá a ocorrência do fenômeno e muitas com muito forte a severa intensidade. A geada deverá alcançar áreas do Chuí, no Extremo Sul do Brasil, ao Sul do Mato Grosso do Sul, Sul de Minas Gerais e possivelmente pontos do Sul de Goiás.

Hoje, a geada se limita ao Sul do Brasil e não chega a ser abrangente. Isso em razão da presença de vento e nuvens em muitas áreas. O grande risco hoje é geada negra (que mata a planta e é diferente da geada tradicional) em razão do frio muito intenso e do vento em localidades de média e elevada altitude.


O cenário deverá mudar, entretanto, nesta quinta-feira. A geada já deverá alcançar maior número de municípios do Sul do Brasil e parte do Centro-Oeste e do Sudeste do país. As áreas que podem ficar de fora da zona de geada são as que terão nuvens na madrugada, o que favorecerá a neve, como o Nordeste gaúcho e parte de Santa Catarina.

O dia crítico e por demais preocupante para a formação de geada será a sexta-feira. O frio que se espera para o Centro-Sul do país é enorme na madrugada e o amanhecer da sexta. As mínimas abaixo de zero serão generalizadas no Sul do Brasil e devem ocorrer em parte da Região Sudeste. No Sul, termômetros podem indicar -7ºC a -9ºC na Serra do Sudeste e Aparados da Serra do Rio Grande do Sul. De -10ºC a -12ºC no Planalto Sul Catarinense e de -6ºC a -8ºC no Paraná. A cidade de São Paulo pode uma das mínimas mais baixas em décadas.

Sob este cenário, a geada no começo da sexta-feira será muito ampla e generalizada. Vai se formar na quase totalidade dos municípios do Sul do Brasil e até em alguns costeiros, onde o fenômeno é pouco comum. Em muitas áreas a geada será de grande intensidade e até severa no Sul, sobretudo em baixadas de municípios de maior altitude. Deve gear em muitas cidades de São Paulo e do Sul de Minas Gerais.


Com isso, os prejuízos por geada com as duas ondas polares anteriores deste inverno, do final de junho e da terceira semana de julho, devem aumentar ainda mais. Novamente se espera um impacto em hortifruti, cana-de-açúcar e com risco mais uma vez para o café. Outras culturas também podem sofrer conseqüências negativas deste terceiro grande evento de geada generalizada, o que é raro, uma vez que normalmente a cada inverno o normal é serem registrados um dois episódios de geada ampla no Brasil.

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