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O furacão Sally atinge entre hoje e amanhã a costa central do Golfo do México, no Sul dos Estados Unidos, como uma tempestade categoria 2 na escala Saffir-Simpson que vai até 5. Alguns modelos chegaram a projetar que poderia tocar terra como categoria 3, mas o seu muito lento deslocamento faz com que o vento forte sobre o mar traga água mais frias da subsuperfície, diminuindo o potencial de intensificação.

A fim de coletar dados que alimentam os modelos numéricos e são essenciais para que os meteorologistas do Centro Nacional de Furacões realizem seus prognósticos e alertas, voos de reconhecimento são feitos a todo momento pelos chamados aviões caça-furacões da Administração Nacional de Oceanos e Atmosfera (NOAA) no interior da tempestade. Os meteorologistas lançam do avião sondas que coletam dados de vento e e de pressão atmosférica, fundamentais para compreender a evolução do ciclone tropical. Nestas viagens ao centro do furacão acabam registrando imagens incríveis, como as das últimas horas no centro de Sally.

O Centro Nacional de Furacões está advertindo que o furacão Sally atingirá com força de hoje para amanhã as costas da Louisiana, do Mississipi e do Noroeste da Flórida. O vento será muito intenso, mas a grande preocupação é chuva e elevação da maré. Devido ao lento deslocamento do sistema, os volumes de chuva serão altíssimos e podem chegar a marcas entre 600 mm e 800 mm em poucas horas. O NHC alerta em seus boletins para “inundações históricas” e elevação da maré significativa com risco de vida em áreas costeiras.

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