Três satélites europeus registraram em imagens a cheia do Rio Jacuí, no Rio Grande do Sul, neste mês de outubro. As imagens mostram a evolução da enchente no setor intermediário da bacia do Jacuí, na altura de Cachoeira do Sul.

Desde o fim de setembro, chuva acima da média no Rio Grande do Sul provocou a elevação do nível do Rio Jacuí, que transbordou, causando danos a residências e mobilizando equipes de resgate para prestar assistência às comunidades afetadas.

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A cheia do Rio Jacuí no começo deste mês foi a maior deste ano até agora. O município mais afetado foi Cachoeira do Sul, mas houve inundações ainda no Vale do Rio Pardo, na Quarta Colônia, Região Carbonífera e no delta em Eldorado do Sul. A elevação do Jacuí faz com que cheia do Guaíba complete hoje duas semanas em Porto Alegre.

A sequência de imagens de satélite do programa europeu Copernicus mostra como três diferentes missões de satélites Sentinel registraram a evolução das inundações ao longo de vários dias.

Imagem de satélite da enchente

COPERNICUS

A imagem em falsa cor do Copernicus Sentinel-2, adquirida em 3 de outubro de 2026, mostra as águas das cheias em tons de azul-escuro ao longo do rio e em áreas baixas adjacentes.

Já a imagem de radar do Copernicus Sentinel-1, obtida em 4 de outubro, destaca as áreas inundadas em vermelho em Cachoeira do Sul e municípios vizinhos, no Centro do Rio Grande do Sul.

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A imagem em falsa cor do Copernicus Sentinel-3, registrada em 7 de outubro, mostra a persistência das águas, visíveis em tons escuros em contraste com a paisagem avermelhada ao redor.

Os dados dos satélites Sentinel do programa Copernicus permitem acompanhar a extensão das inundações ao longo do tempo, contribuindo para identificar áreas atingidas, orientar as operações de resposta a emergências e aprimorar a gestão dos riscos de enchentes.