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Pela primeira vez no ano os três estados do Sul do Brasil registraram temperatura abaixo. O registro mais impressionante foi o do município de Urupema (que se intitula o mais frio do país), no Planalto Sul de Santa Catarina, onde a estação automática da Epagri/Ciram acusou uma mínima de 6,8ºC negativos. Houve geada forte e congelamento na região (fotos abaixo da Prefeitura de Urupema). Na catarinense Bom Jardim da Serra, os termômetros marcaram 5,6ºC abaixo de zero. Já no Paraná, fez 1,5ºC negativo em São Mateus do Sul. No Rio Grande do Sul, o frio mais intenso se deu na Metade Norte com marcas perto de 0ºC ou negativas em vários pontos. A mínima estadual ocorreu em São José dos Ausentes com 2,4ºC abaixo de zero.



A maioria das regiões do Rio Grande do Sul teve temperatura entre 0ºC e 5ºC no começo desta quarta-feira, como era prognosticado pela MetSul Meteorologia desde o começo da semana. Mesmo no Litoral, a temperatura caiu à casa de 5ºC na praia de Torres. Com o centro da alta pressão posicionado sobre Santa Catarina, o resfriamento acabou sendo mais acentuado na Metade Norte, onde as marcas foram bem menores que, por exemplo, no Sul gaúcho. Houve geada na maioria das regiões do Estado, porém mais ampla e com maior intensidade (até forte) em locais mais ao Norte do Rio Grande do Sul.


Em Porto Alegre, tal como na maior parte do interior do Rio Grande do Sul, o amanhecer de hoje foi o mais frio do ano até agora. A mínima de hoje na Capital foi de 5,1ºC na estação do Sistema Metroclima, no Lami, Extremo Sul da cidade. Fez 5,6ºC na Lomba do Pinheiro, na zona Leste. Na zona Norte, a menor marca foi no Aeroporto Salgado Filho com 5,9ºC. Na área metropolitana, a temperatura caiu ainda mais. Os termômetros indicaram 3,9ºC em Campo Bom que teve geada fraca, a primeira de 2013 observada na região da Grande Porto Alegre. De acordo com o observador meteorológica da estação de Campo Bom, Nilson Wolff, desde 1985 não geava tão cedo no ano em Campo Bom. A última vez tinha sido em 1/05/1985.


Belo amanhecer desta quarta visto a partir do Centro de Porto Alegre, onde fazia 8ºC às 7h – Foto de Maurício Maciel


Lindo amanhecer hoje no Leste de Porto Alegre que teve mínima de 5ºC na Lomba do Pinheiro – Foto de Sérgio Ordobas


Lindo começo da manhã também no Vale do Sinos que hoje teve a primeira geada do ano – Foto de Rafael Cabral


Geada e nevoeiro no gélido começo de manhã em Ana Rech, em Caxias do Sul – Foto de Felipe Bachi Campagnoni


Geada cobriu automóveis e campos na madrugada de temperatura abaixo de zero de Bom Jesus – Fotos da Prefeitura

Nevou ontem no Planalto Sul Catarinense. Houve queda de graupel, uma forma granular de neve na área urbana de São Joaquim. A empresa Climaterra divulgou relatos de queda de flocos no distrito do Cruzeiro, a 1500 metros de altitude, no interior do município. E no Rio Grande do Sul, nevou ? Eis a grande questão. A foto que estampa a capa do jornal Zero Hora de hoje (reprodução abaixo), de autoria da repórter fotográfica Daniela Xu, do jornal Pioneiro, é intrigante. A aparência na foto não é de granizo precipitando. Conversamos com a fotógrafa que informou que o diâmetro do gelo era semelhante a bolas de sagu, característico de graupel, o que foi corroborado por outros testemunhos que colhemos na cidade. Há também de relatos de granizo em Ausentes, em condição bem semelhante a de São Joaquim, onde houve tanto granizo como graupel.


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A parte mais intensa da massa de ar frio começa a se afastar já hoje para o mar, mas segue fazendo frio à noite no Estado e no Sul do Brasil no restante das semanas. As mínimas serão mais altas na maioria das localidades, mas baixadas e fundos de vale tendem a ter marcas tão baixas quanto as de hoje em alguns pontos. Por isso, segue a possibilidade de marcas negativas em baixadas das regiões serranas do Rio Grande do Sul e Santa Catarina. A temperatura se eleva mais à tarde a aumenta gradualmente até o sábado, podendo fazer já entre 26ºC e 28ºC em algumas cidades gaúchas na sexta-feira. O forte resfriamento em superfície durante a noite com o ingresso de ar mais quente em camadas superiores da atmosfera acabará por determinar inversão térmica nas próximas madrugadas, o que fará com que aumente a freqüência de nevoeiro.

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