O ciclone tropical e supertufão Dolphin se consolidou como um dos ciclones tropicais mais intensos do planeta em 2026 ao passar por uma rápida intensificação no Pacífico Oeste. O sistema ganhou força de forma explosiva sobre águas excepcionalmente quentes e apresenta uma estrutura altamente organizada, o que favorece novo fortalecimento nos próximos dias.

Olho do ciclone Dolphin

CIRA/CSU

Na manhã desta quinta-feira no horário do Japão, o Joint Typhoon Warning Center (JTWC) classificava o Dolphin como um supertufão. O ciclone apresentava ventos sustentados de até 240 km/h, pressão central mínima de 935 hPa e deslocava-se para noroeste sobre o oceano aberto, produzindo ondas superiores a 12 metros.

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A rápida intensificação ocorreu após o chamado ciclo de substituição da parede do olho, um processo comum em ciclones muito intensos. Depois dessa reorganização interna, o tufão voltou a ganhar força rapidamente, desenvolvendo um olho amplo, bem definido e praticamente circular.

As imagens de satélite revelam um sistema extremamente simétrico, com uma densa massa de nuvens envolvendo completamente o olho. Esse tipo de estrutura é típico dos ciclones mais poderosos e indica que o Dolphin encontra um ambiente atmosférico muito favorável para continuar se intensificando.

Um dos fatores mais importantes é a temperatura do oceano. O supertufão avança sobre uma região do Pacífico onde a superfície do mar está em torno de 32°C, vários graus acima do mínimo necessário para sustentar ciclones tropicais. Além disso, o elevado conteúdo de calor do oceano fornece enorme quantidade de energia para alimentar a tempestade.

Outro ingrediente favorável é o baixo cisalhamento do vento, que impede a inclinação da circulação do ciclone e permite que sua estrutura permaneça organizada. Ao mesmo tempo, o excelente escoamento de ar nos altos níveis da atmosfera ajuda a intensificar ainda mais as tempestades ao redor do centro.

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A Agência Meteorológica do Japão projeta que o ciclone Dolphin continue ganhando intensidade enquanto avança em direção às proximidades das ilhas Ogasawara e Minami-Torishima, ao sul do arquipélago japonês. A previsão indica que a pressão central pode cair para cerca de 905 hPa, enquanto as rajadas de vento podem atingir 288 km/h, nível compatível com um tufão de intensidade violenta.

Embora o centro do ciclone tropical deva permanecer distante das Filipinas, sua circulação poderá reforçar a monção de sudoeste, aumentando a chuva sobre partes do arquipélago na próxima semana. Enquanto isso, autoridades e serviços meteorológicos acompanham de perto a evolução do Dolphin, que pode atingir seu pico de intensidade ainda sobre o oceano antes de se aproximar das ilhas remotas do sul do Japão.