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A temperatura passou dos 50ºC no solo em medições por satélite entre a Argentina, Uruguai e o Oeste gaúcho durante a tarde da sexta-feira. A informação foi divulgada neste sábado pelo Sistema Copernicus, o consórcio ambiental e climático da União Europeia que monitora clima e ambiente em todo o planeta por um conjunto de satélites.


A medição é a partir do sensor de Land Surface Temperature (LST), temperatura da superfície terrestre, do satélite europeu Sentinel-3. É importante enfatizar que esta temperatura não é a que as pessoas sentem e com que a Meteorologia trabalha que é a do ar circulante e medida a 1,5 metro de altura do solo em abrigo meteorológico de estação meteorológica. O dado é sim relevante para a agricultura em que a temperatura do solo afeta as lavouras, mas em nenhum momento significa que as máximas atingiram 50ºC em estações meteorológicas padronizadas.

Estas estações indicaram valores extremos de temperatura, mas, obviamente, não tão altas quanto a do solo medida por satélite. Na Argentina, as máximas da sexta registradas em estações meteorológicas foram de 44,1ºC em Santiago del Estero, 44,0ºC em La Rioja, 43,5ºC em Chamical, 43,1ºC em Punta Indio, 43,0 ºC em Catamarca, 42,5ºC em Rivadavia, 42,4ºC em Mar del Plata, 42,3ºC em Villa Dolores, 42,2ºC em Tucumán, 42,1ºC em Junin, e 42,0ºC em Ezeiza, Dolores e Villa Maria del Rio Seco. Dezenas de outras cidades anotaram entre 40ºC e 42ºC.


A cidade de Buenos Aires, por exemplo, teve ontem mais uma jornada escaldante com calor extremamente raro em intensidade e visto apenas uma vez em 117 anos de observações meteorológicas da capital argentina. De acordo com o Serviço Meteorológico Nacional, pouco antes das quatro da tarde a temperatura atingiu 41,5ºC no Observatório Central de Villa Ortúzar.

A marca da sexta-feira assim, superou a máxima histórica da terça (11/1/2022) de 41,1ºC que foi a primeira máxima de 40ºC no Observatório Central de Villa Ortúzar desde 1995 e a segunda marca mais alta até então da cidade de Buenos Aires em toda a série observacional da capital argentina que se iniciou em 1905. Portanto, dos três dias mais quentes em 117 anos em Buenos Aires dois ocorreram apenas nesta semana.

Calor no patamar registrado ontem na cidade de Buenos Aires foge completamente ao normal. Na estatística histórica desde 1905 foram raras as ocasiões em que a temperatura superou 40ºC nas medições oficiai em janeiro. O recorde é de 43,3ºC em 29/1/1957. Depois, os registros na casa de 40ºC em janeiro foram poucos. Fez 41,5ºC em 14/1/2022 (hoje), 41,1ºC em 11/1/2022; 40,5ºC em 31/1/19435; 40,3ºC em 18/1/1943 e 40,0ºC em 24/1/1923.

No Uruguai, o país teve ontem a maior temperatura da sua história. De acordo com o Instituto Uruguaio de Meteorologia (Inumet), a temperatura máxima em Florida chegou a 44,0ºC, o que iguala o recorde absoluto nacional de máxima de 44,0ºC de 20 de janeiro de 1943.

De acordo com o Inumet, grande parte do Uruguai registrou ontem máximas acima dos 40ºC com quebras de recordes históricos em diferentes departamentos uruguaios. As máximas preliminares informadas foram de 44,0ºC em Florida, 42,7ºC em Soriano, 42,0ºC em Durazno, 41,8ºC em San José, 41,7ºC em Rio Negro, 41,4ºC em Tacuarembó, 41,3ºC em Treinta y Tres, 41,2ºC em Montevidéu, 41,0ºC em Canelones, Cerro Largo, Maldonado e Flores, 40,7ºC em Salto e 40,6ºC em Paysandú. Outros departamentos tiveram, conforme o órgão oficial de Meteorologia do Uruguai, de 38ºC a 39ºC.

No Rio Grande do Sul, O Inmet registrou na sexta-feira 40,8ºC em Bagé, 40,0ºC em Quaraí, 39,8ºC em Jaguarão, 39,7ºC em Campo Bom, 39,2ºC em Rio Pardo, 39,0ºC em Uruguaiana, 38,9ºC em Santa Maria, 38,4ºC em São Vicente do Sul, 38,3ºC em Alegrete, e 38,0ºC em Dom Pedrito

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