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A cidade de São Paulo e grande parte do interior paulista devem seguir com chuva acima da média neste mês de fevereiro. A maioria das simulações computadorizadas de longo prazo regionais e internacionais indica a continuidade neste mês do padrão observado ao longo do mês de janeiro de precipitações próximas ou acima das médias históricas na maioria dos municípios paulistas.

Um evento de chuva extrema no final de janeiro contribuiu para que a capital paulista e várias regiões do interior terminassem o último mês com índices pluviométricos acima dos patamares médios históricos. A chuva extrema deixou 24 mortos e ainda são buscados desaparecidos que se estima em 10, especialmente no município de Franco da Rocha.


Desaparecidos ainda são buscados na encosta que desabou com a chuva extrema do último fim de semana no município de Franco da Rocha | FILIPE ARAUJO/AFP/METSUL METEOROLOGIA

Estação pluviométrica do Centro Nacional de Previsão de Desastres (Cemaden), na cidade de Franco da Rocha, registrou até o final do domingo acumulados de 140 mm em 24h, 170 mm em 48h e 255 mm em 72h. Em Várzea Paulista, até a mesma hora, os acumulados foram de 157 mm em 24h, 206 mm em 48h e 238 mm em 72h. Francisco Morato anotou nos mesmos intervalos 131 mm, 176 mm e 253 mm, respectivamente. Em Embu das Artes, caíram 155 mm em 72h até o fim do domingo.

Novos episódios de chuva excessiva podem ocorrer neste mês no estado de São Paulo. Os dados apontam que as pancadas – isoladamente fortes a torrenciais – que se dão principalmente da tarde para a noite prosseguem nesta segunda metade da semana. Para o período do domingo até terça-feira a tendência é de a chuva se intensificar e ser mais persistente, o que deve trazer altos volumes na área da cidade de São Paulo, na região metropolitana e outros pontos do estado.


Projeção de chuva para dez dias do modelo europeu indica volumes muito altos em partes do estado de São Paulo | ECMWF/METSUL

Os modelos de clima, em quase sua totalidade, apontam a tendência de em fevereiro a chuva ficar acima da média no estado de São Paulo, ao menos na maior parte do território paulista. O que as simulações divergem é o quanto a chuva ficaria acima da média. Alguns dados apontam precipitação próxima ou acima das normais históricas na maioria dos municípios e outros sinalizam chuva muito acima da média em parte do estado de São Paulo.

Projeção de anomalia de chuva para o mês de fevereiro no Sudeste do Brasil do modelo europeu | ECMWF/METSUL

Projeção de anomalia de chuva para o mês de fevereiro no Sudeste do Brasil do modelo alemão | DWD/METSUL

Projeção de anomalia de chuva para o mês de fevereiro no Sudeste do Brasil do modelo britânico | MET OFFICE/METSUL

Em janeiro, a capital paulista registrou um acumulado de 378,6 mm na estação automática do Instituto Nacional de Meteorologia no Mirante de Santana. O valor superou em 90 mm o de referência da normal climatológica (1981-2010), o que significa um desvio de 31 % acima da climatologia. Na estação convencional, o acumulado foi de 382,2 mm

Foi o janeiro com maior volume de chuva na estação da capital paulista desde de 2017, quando se mediu 485,8 mm. Considerando a série mista das estações localizadas no Mirante de Santana, o recorde para janeiro, em oitenta anos de série histórica, é de 493,7 em 2011.

O maior volume de chuva em 24 horas no mês passado foi de 66,4 mm, totalizado na manhã do dia 30. Foram 23 dias com registro de precipitação acima ou igual a 1 mm, valor acima da climatologia, que é de 18. Com média de 28,5 °C, as temperaturas máximas fecharam o mês ligeiramente acima da média que é de 28,2 °C. A máxima temperatura do mês foi de 33,8°C, registrada na tarde do dia 23. Por sua vez, as temperaturas mínimas fecharam o mês com média de 19,6°C, valor também 0,3 °C acima da normal climatológica de 19,3 °C. A menor mínima ocorreu no dia 10 com 16,3ºC.

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