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Cidade de São Paulo seguirá com tempo instável e períodos de chuva até o final da semana e já acumulada mais de 100 mmm em alguns bairros pelas intensas precipitações de ontem | ROVENA ROSA/AGÊNCIA BRASIL/EBC

A chuva não vai dar trégua tão cedo em São Paulo. Já choveu muito na capital paulista e outras áreas do estado de São Paulo na primeira metade da semana, tal qual era alertado pela MetSul Meteorologia, e a previsão mais recente indica que a instabilidade vai prosseguir com mais chuva e altos volumes.

De acordo com dados do Cemaden, a chuva acumulada na cidade de São Paulo nesta semana até o final da manhã desta quarta-feira varia entre 50 mm e 100 mm na maior parte da capital paulista com acumulados em alguns bairros até superiores como 120 mm na Mooca. Só ontem choveu mais de 50 mm em muitos bairros, o que trouxe alagamentos e pontos até intransitáveis. Na estação de referência climatológica do Inmet, no Mirante de Santana, a chuva acumulada na semana já chega a 74 mm.


No interior de São Paulo e na região metropolitana, os volumes da semana também são muito altos com dados até o fim da manhã desta quarta apontando 190 mm em Cachoeira Paulista, 122 mm em Monteiro Lobato, 119 mm em Cajamar, 115 mm em Joanópolis, 113 mm em São José dos Campos e 102 mm em Mauá e Santo André.

O tempo deve seguir instável com chuva no estado de São Paulo até sábado. A instabilidade será mais generalizada hoje e na sexta. No sábado, o tempo já começa a melhorar pelo Oeste paulista. No domingo, a nebulosidade diminui e o sol aparece na maior parte do estado de São Paulo. Persiste o risco de chuva por vezes moderada a forte em pontos isolados.


O mapa abaixo mostra a projeção de chuva acumulada em 72 horas até 21h de sexta-feira do modelo WRF de alta resolução da MetSul para o Sudeste do Brasil. Muitas áreas ainda devem ter volumes perto ou acima de 50 mm.

Preocupa na projeção do WRF o indicativo para pontos da costa, no litoral de São Paulo, junto à Serra do Mar, onde chuva orográfica (induzida pelo relevo) pode gerar acumulados extremos de 100 mm a 200 mm. Volumes tão altos são capazes de produzir alagamentos, inundações e até deslizamentos de terra.

A chuva volumosa desta semana é uma excelente notícia diante do déficit hídrico somado ao longo dos últimos meses. Na capital paulista, por exemplo, a grande maioria dos meses de 2022 até agora terminou com chuva abaixo da média na estação de referência climatológica do Mirante de Santana.

A chuva em agosto na capital paulista, que tem a menor média histórica entre todos os meses do ano, fez pouco para aliviar o déficit de precipitação que se registra na cidade de São Paulo. O mês terminou com 37,2 mm de precipitação acumulada na estação automática do Inmet no Mirante de Santana. O valor superou ligeiramente a climatologia para o mês, de 32,3 mm, assim dentro da normalidade climática.

Mesmo agosto tendo chuva dentro da normalidade na capital paulista, o desvio de precipitação deste ano permanece negativo em cerca de 200 mm na cidade por conta da chuva abaixo dos padrões históricos nos últimos meses, o que representa déficit de 18 % em relação à climatologia parcial do período.

Janeiro anotou 378,6 mm e superou a média mensal histórica de 292,1 mm em 86,5 mm. O mês de fevereiro somou somente 69,2 mm, enorme desvio de 188,5 mm em relação à média de 257 mm. Já março teve chuva de 233,8 mm, apenas 4,7 mm superior à normal climatológica de 229,1 mm.

Durante o outono, a estação quase inteira teve pouca chuva na capital paulista. Em abril, apenas 61 mm se precipitaram no Mirante de Santana, 26 mm abaixo da normal mensal de 87 mm. Em maio, 52 mm ou 14,3 mm abaixo da média de 66,3 mm. No inverno, em junho, 34,6 mm ou 25,1 mm abaixo da média mensal histórica de precipitação de 59,7 mm. Em julho, a chuva somou apenas 9,2 mm ou 39,2 mm abaixo da média mensal de 48,4 mm.

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