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Rio Jaguarão apresenta cheia na cidade da fronteira com o Uruguai nesta manhã de terça-feira após chuva de mais de 100 mm. | Cleber Gonzalez

Dois episódios de chuva em apenas uma semana provocam elevação dos níveis dos rios no Rio Grande do Sul. O Rio Ibirapuitã, no Oeste, que teve cheia com desalojados na última semana, voltou a oscilar e preocupa. O Rio Jaguarão já alagava alguns pontos ribeirinhos na manhã de hoje no Sul gaúcho. A chuva nos últimos 10 dias está entre 200 mm e 300 mm em pontos da região entre Alegrete e Santa Maria, na Metade Oeste.

Os volumes de chuva do episódio de chuva deste começo de semana até a manhã desta terça-feira atingiram 122 mm em Jaguarão, 95 mm em Arroio Grande, 90 mm em Encruzilhada do Sul, 86 mm em Canguçu, 84 mm em Caçapava do Sul e São Lourenço do Sul, 79 mm em Camaquã, 76 mm em Alvorada, 74 mm em Porto Alegre, 70 mm em Viamão, Venâncio Aires e Pelotas. Muitas outras cidades anotaram entre 50 mm e 70 mm, destacando-se Cachoeira do Sul e Pedro Osório com 67 mm, 65 mm em São Sebastião do Caí, Lajeado e Rio Grande com 60 mm, e Candelária com 51 mm.


A semana ainda reserva mais chuva no Rio Grande do Sul e deve terminar com instabilidade. Hoje, a chuva se concentra mais no Norte do Estado e em áreas de Santa Catarina e do Paraná. Amanhã, quase todo o território gaúcho deverá ter tempo firme com uma massa de ar seco e frio, mas na divisa com Santa Catarina haverá mais nuvens e não se afasta instabilidade. A chuva vai cair mais nos estados catarinense e paranaense.


Já na quinta-feira, a chuva se intensifica sobre Santa Catarina e atinge áreas do Norte gaúcho. Na sexta, por sua vez, a chuva aumenta na Metade Norte do Rio Grande do Sul e pode ser localmente volumosa, devendo se estender até pontos da faixa central do território gaúcho. Por isso, depois de uma quarta e quinta com tempo firme, não se afasta que volte a chover em Porto Alegre e região metropolitana na sexta.

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Os maiores volumes de chuva nos próximos sete a dez dias, portanto, tendem a se concentrar na Metade Norte do Rio Grande do Sul e em Santa Catarina enquanto em áreas mais ao Sul gaúcho se espera uma diminuição das precipitações e predomínio do tempo seco, o que vai permitir uma baixa dos rios da região. Na Metade Norte, ao contrário, novas ocorrências de chuva e com possibilidade de terem altos volumes exigirão atenção com os níveis dos rios ante o risco de cheias e enchente em alguns pontos.

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