O Rio Grande do Sul registrou 436.220 raios em apenas 72 horas entre o domingo (19) e a terça-feira (21), conforme levantamento da MetSul Meteorologia a partir de dados do sensor Geostationary Lightning Mapper (GLM) do satélite GOES-19.

Foto de raios em Ijuí na segunda-feira

CARLOS KIST

A quantidade de raios foi consequência de um período marcado por forte instabilidade atmosférica. Durante os três dias, uma frente semi-estacionária com alimentação de ar quente de Norte atuou sobre o Rio Grande do Sul com nuvens carregadas. Em vários momentos, as células convectivas produziram chuva intensa, granizo, rajadas de vento e elevada incidência de descargas elétricas.

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Os dados do GLM revelam que a maior concentração de raios ocorreu na Metade Oeste do Rio Grande do Sul, especialmente na Fronteira Oeste, Campanha e parte da região das Missões.

Uruguaiana foi o município com o maior número de descargas elétricas no período, somando 19.659 raios. Na sequência aparecem Alegrete, com 17.681, Sant’Ana do Livramento, com 13.005, São Gabriel, com 12.493, e Rosário do Sul, com 11.983 descargas. Uruguaiana e Alegrete possuem enormes áreas territoriais, o que explica os dois municípios em regra liderarem o ranking de raios.

O ranking prossegue com São Borja, que registrou 9.275 raios, Quaraí, com 8.774, Itaqui, com 8.220, Cacequi, com 6.475, São Francisco de Assis, com 6.106, Santo Antônio das Missões, com 5.718, a área da Lagoa dos Patos, com 5.563, Cachoeira do Sul, com 5.247, Dom Pedrito, com 5.236, e Bossoroca, com 5.091 descargas elétricas.

Também figuram entre os locais com maior atividade elétrica São Luiz Gonzaga, com 4.973 raios, Bagé, com 4.918, Lavras do Sul, com 4.881, Rio Pardo, com 4.809, Caçapava do Sul, com 4.699, Maçambará, com 4.642, Manoel Viana, com 4.583, Barra do Quaraí, com 4.394, e São Miguel das Missões, que contabilizou 4.084 descargas durante os três dias analisados.

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Diferentemente das redes convencionais de detecção de raios, que priorizam descargas nuvem-solo, o equipamento instalado no GOES-19 também contabiliza os raios entre nuvens, oferecendo uma visão muito mais completa da intensidade e da evolução das tempestades.

O equipamento instalado a bordo do GOES-19 detecta continuamente as descargas elétricas dentro das nuvens e entre nuvens e o solo, permitindo acompanhar em tempo real a evolução das tempestades. O acompanhamento dos dados pode ser feito em tempo quase real aqui no site da MetSul.