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Mauricio Maciel

Esta quarta-feira será de muita chuva em parte do Rio Grande do Sul com acumulados altíssimos para apenas um dia em algumas localidades, alerta a MetSul Meteorologia. 

Um centro de baixa pressão vai avançar do Norte de Entre Rios e de Corrientes, na Argentina, para o Sul gaúcho. Este sistema de baixa será profundo e, sob uma atmosfera quente e úmida de ar tropical, deverá gerar chuva localmente muito forte e excessiva, além de estimular tempestades localizadas. 


Quais as regiões de maior risco de chuva localmente volumosa a excessiva nesta quarta-feira? Conforme a análise da MetSul, o Oeste, o Noroeste, a Campanha, o Centro do Estado e o Sul do Rio Grande do Sul apresentam o maior potencial para chuva com altos volumes no dia de hoje. O mapa abaixo mostra a projeção de chuva do modelo alemão icon para esta quarta-feira, mas salientamos que, pela resolução do modelo e sua limitação em projetar eventos muito isolados de chuva extrema, haverá locais em que vai chover mais do que o indicado no mapa. 

Alguns municípios nestas regiões poderão experimentar chuva localmente intensa com volumes muito altos, de 50 a 100 mm, em curto período, não se afastando marcas muitos isoladas de 100 mm a 200 mm em menos de seis horas, o que poderá gerar alagamentos e inundações repentinas, além de outros transtornos. Há potencial pra temporais isolados de vento forte, mas, no geral, o risco maior é chuva excessiva. 

Nas demais regiões, particularmente no Norte e no Nordeste do Estado, onde o sol até aparece em meio às muitas nuvens em parte do dia com calor e abafamento, a pressão atmosférica baixa, perto de 1000 hPa, combinada com ar quente e úmido, deve favorecer a formação de áreas de instabilidade que trarão chuva mais irregular, mas que, muito isoladamente, poderá ser forte a torrencial com altos volumes localizados em curto período. Da mesma forma, a soma de ar quente e baixa pressão poderá gerar tempestades isoladas fortes de vento e granizo. 


O sistema de baixa pressão que se desloca pelo Rio Grande do Sul não tem a menor possibilidade de se transformar em um ciclone bomba. Uma bomba meteorológica ou ciclone bomba se trata de um centro de baixa pressão que passa por rápido aprofundamento e cuja pressão atmosférica central declina 24 hPa (hectopascais) em um intervalo mínimo de 24h. Este centro de baixa ingressará pelo Oeste gaúcho com 1001 ou 1002 hPa e estará no Sul gaúcho e na costa depois com 998 ou 999 hPa. O aprofundamento será discreto e não deve ser superior a 5 hPa, logo muito distante de uma queda de 24 hPa para a classificação de um ciclone bomba.  

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Amanhã (28), a instabilidade maior deve se concentrar do Centro para o Norte do Rio Grande do Sul com muita chuva em alguns pontos e temporais isolados. Porto Alegre e região têm risco maior de chuva localmente forte e volumosa justamente nesta quinta-feira. A possibilidade de repetição de temporal com vento, como ontem, não é afastada, mas a probabilidade de chuva forte será maior que a de vento. 

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