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André Dalmás

O Rio Grande do Sul teve uma quarta-feira de tempo muito instável com chuva durante o dia na maioria das cidades gaúchas. Os maiores volumes, como previsto, se deram no Oeste, no Sul e no Centro do Estado.

Produtores rurais com a consultoria da MetSul no Sul gaúcho relataram mais de 100 mm em algumas de suas propriedades com registros de até 130 mm. Na cidade do Rio Grande, que já tinha sofrido com um temporal ontem, as fortes precipitações desta quarta-feira trouxeram alagamentos, o que ocorreu também em Cachoeira do Sul e Dom Pedrito.


Choveu forte também em pontos da Grande Porto Alegre com alagamentos em alguns pontos, queda de árvores e falta de luz localizada. A chuva chegou no meio da tarde com fortes trovoadas na área da Capital e região metropolitana. No Vale do Sinos, além das fortes pancadas com trovoadas, houve rajadas de vento. A atmosfera estava muito quente e abafada com temperatura de 32,3ºC em Campo Bom antes da chuva.

A instabilidade da Grande Porto Alegre e da Serra avançou para o Litoral Norte, onde foi responsável por períodos de chuva forte em diversos balneários. Em algumas praias, como foi o caso de Imbé, a chuva veio com fortes trovoadas e rajadas de vento forte.

A Rio Grande Energia (RGE) informou que o temporal atingiu parte da área de concessão da empresa, causando danos na rede elétrica, principalmente nos vales do Sinos, Taquari e Rio Pardo. Os dados sobre danos e número de clientes atingidos ainda estão sendo levantados pela empresa.

Os acumulados de chuva das últimas 48 horas superam 50 mm em cidades de diferentes regiões do Rio Grande do Sul, notadamente do Noroeste, do Oeste, Centro e o Sul do Rio Grande do Sul. Em alguns municípios, os totais apenas das últimas 48 horas superam os 100 mm, caso da região de Santa Vitória do Palmar que teve apenas hoje precipitação superior acima de 100 mm e desta forma superior à média do mês todo. Veja os volumes no Rio Grande do Sul em 48 horas até o final da tarde desta quarta-feira.

Jaguarão: 133,2
Canguçu: 119,8 mm
Capão do Leão: 106,0 mm
Entre-Ijuis: 80,4 mm
São Luiz Gonzaga: 78,6 mm
Santa Rosa: 73,6 mm
Segredo: 72,8 mm
Caçapava do Sul: 69,0 mm
Arroio do Tigre: 68,6 mm
São Lourenço do Sul: 67,4 mm
Lagoa Botina do Sul: 62,6 mm
Encruzilhada do Sul: 58,4 mm
Horizontina: 55,6 mm
Santiago: 54,8 mm
Santa Rosa: 53,8 mm
Taquari: 49,8 mm
Nova Palma: 48,4 mm
Porto Alegre: 48,0 mm
Pelotas: 45,8 mm
Camaquã: 45,2 mm
Encantado: 45,0 mm
Viamão: 43,8 mm
São Borja: 43,2 mm
São Leopoldo: 42,3 mm
Serafina Correa: 41,2 mm
Canoas: 41,0 mm
Novo Hamburgo: 36,9 mm


A MetSul tem reiterado sistematicamente que este não é um evento de instabilidade de só um ou dois dias, como é o comum no verão gaúcho. Serão muitos dias seguidos em que o tempo vai estar instável no Rio Grande do Sul. Ao menos até o dia ‪5 de fevereiro‬ não se espera que o tempo firme no Estado.

A chuva vai variar muito de um dia para o outro com mais chuva num dia em determinadas regiões e noutros em regiões distintas, mas a tendência é que daqui para a frente os maiores acumulados se concentrem na Metade Norte do território gaúcho com altos volumes em regiões como o Noroeste, o Alto Jacuí, Missões, Planalto Médio, Médio e Alto Uruguai, Serra, Campos de Cima da Serra, vales, Grande Porto Alegre e Litoral Norte.

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