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Nestes tempos de eventos meteorológicos extremos e recordes de mais de 100 anos no Centro-Sul do Brasil, um sistema meteorológico extremamente importante merece atenção: a Amazônia e sua esteira transportadora de umidade e calor. Ela é como um maestro regendo sua orquestra. Seu posicionamento modula a chuva sobre o Brasil. 

No janeiro completamente atípico esse transporte de umidade ficou direcionado para a Região Sul, onde ocorreram acumulados de chuva históricos como no Oeste do RS, onde em dias choveu mais da metade da média de um ano.

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Agora, neste fevereiro, essa esteira se faz marcante sobre o Sudeste. Não é anormal, afinal espera-se que ela assim se mostre no verão com episodios locais de chuva extrema, como de dias atrás no Rio de Janeiro.

Sua atuação é modulada por sistemas de baixa pressão e frentes frias que se deslocam de Sul. Como o centro de baixa pressão que está em formação no Rio Grande do Sul e que em 48 horas deverá atuar na costa do Sudeste alinhando o canal de umidade entre Amazônia e o Sul desta região. 

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Por isso, o quadro é de alerta para chuva intensa em São Paulo, Rio de Janeiro e parte de MInas Gerais. A tendência é de acumulados acima de 100 mm nestas áreas, mas com volumes entre 150 e 200 mm nos próximos cinco dias em alguns pontos, o que pode trazer alagamentos e deslizamentos de terra, mas por outro lado deve contribuir para subir os níveis atualmente dos reservatórios de hidrelétricas. 

A persistência da convergência de umidade entre a Amazônia e o Sudeste deverá originar a primeira Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS) clássica deste verão em pleno fevereiro, a quase um mês do outono. O primeiro evento da zona de convergência tão tardio ajuda a explicar os problemas hidrológicos da região neste verão.